quinta-feira, 29 de maio de 2014

Novena de Oração pela Paz com o Papa Francisco


Dia 8 de Junho, o Papa Francisco reúne-se no Vaticano com os presidentes de Israel, Shimon Peres, e o da Palestina, Mahmoud Abbas, para rezarem pela Paz.
O Papa não vai ser intermediário de nenhuma negociação política, mas rezar com os dois.

Convido todas as pessoas para rezarem todos os dias até 8 de Junho, pedindo a Deus que oiça a oração daqueles três homens, um judeu, um católico e um muçulmano.

Aos sacerdotes pede-se que celebrem nestes dias por esta intenção e que envolvam todos os fiéis, fazendo-a incluir na Oração Universal.

REZAR E DIVULGAR ESTE APELO À ORAÇÃO



Forçada a dar à luz com as pernas algemadas




Mariam Yahya Ibrahim foi condenada à morte no Sudão, acusada de ser sudanesa e cristã.
Estava grávida de 8 meses.
Entretanto, ela acabou de dar à luz, uns dias antes da data prevista.
As autoridades sudanesas mostraram como encaram a Misericórdia e algemaram-lhe as pernas, na cela da prisão, obrigando-a a dar à luz nessa situação.

Ela tem um outro filho com 20 meses que é cidadão americano porque o pai tem a nacionalidade americana. Como o pai é cristão, as autoridades sudanesas prenderam a criança, na cela, com a mãe, porque não autorizam que um pai cristão eduque o filho que as autoridades consideram sudanesas.



Finalmente o pai foi autorizado a entrar na cela da prisão e ver esposa e o bebé.

Se nada acontecer, a mãe será autorizada a amamentar o bebé durante dois anos, na prisão, e depois será executada (assassinada, martirizada) por ser cristã.

Que as orações de todas as pessoas de boa vontade, qualquer que seja a sua fé e religião, estejam com Mariam Yahya Ibrahim, com o marido Daniel Wani e com os seus filhos.




Ascensão – Quinta-feira de Espiga





Os que desejarem reviver a Hora de Jesus (o Tríduo Pascal) o têm uma oportunidade excepcional na celebração da Ascensão do Senhor. Na Quinta-feira de Espiga, se, mesmo sendo dia de trabalho e de escola, for possível, ou no Domingo imediatamente seguinte, que é o dia em que, em Portugal, se celebra liturgicamente a Ascensão do Senhor.
Note-se que na anglicaníssima Inglaterra, este dia é feriado nacional. 
Em muitas terras de Portugal, a Quinta-feira de Espiga é considerada tradicionalmente o dia mais santo do ano. Nalguns poucos concelhos, este dia é feriado municipal.
Listamos alguns dos concelhos em que a Quinta-feira de Espiga é feriado municipal:
Alcanena, Alenquer, Almeirim, Alter do Chão, Alvito, Anadia, Ansião, Arraiolos, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Beja, Benavente, Cartaxo, Castro Verde, Chamusca, Estremoz, Golegã, Loulé, Mafra, Marinha Grande, Mealhada, Melgaço, Monchique, Mortágua, Oliveira do Bairro, Quarteira, Salvaterra de Magos, Santa Comba Dão, Sobra De Monte Agraço, Torres Novas, Vidigueira e Vila Franca de Xira.
Contam as pessoas mais antigas (porque o bulício de hoje não é muito dado a estas coisas) que neste dia havia uma hora em que nem os pássaros iam aos ninhos, nem as águas dos ribeiros ou das fontes corriam, o leite não coalhava e o pão não levedava; e as folhas das árvores cruzavam-se, formando cruzes, em memória da Paixão do Senhor.
Em Cabanas de Torres, entre Alenquer e Torres Vedras, há a celebração de uma tradicional Missa das Andorinhas, às 13h deste dia, com a libertação de andorinhas, dentro da igreja, durante a adoração do Santíssimo Sacramento.
Era costume, neste dia fazer um pic-nic.
Com oração, com partilha de comida, de conversas e de amizade. Num lugar onde possam apanhar plantas para fazer um ramo de espiga. Conforme for costume na vossa terra, ou conforme mais gostardes. A composição mais comum do ramo de espiga inclui papoilas, espigas de trigo, malmequeres brancos, margaridas amarelas, mas também varas de videira, ramos de oliveira, rosmaninho e alecrim. Podem oferecer uns aos outros, mas como todos vão fazer raminhos, levem-nos, guardem um para vós, como memória deste dia, e outros para oferecerem a quem mais vos agradar.

Extraído e adaptado de A Hora de Jesus, Orlando de Carvalho, Edições Salesianas

terça-feira, 20 de maio de 2014

Pela Família

Eu defendo a Família.
Logo, eu estou contra todos os que atacam a Família.
Estou contra os partidos e os governos que cortam os apoios à família. Muitos que vinham de antes do 25 de Abril.
As famílias não querem ter filhos, não querem ser família, porque são penalizadas pelas leis que temos e que são feitas pelos partidos do arco parlamentar.
As pessoas têm que poder usar o seu dinheiro para criar os filhos e não para encher a barriga aos deputados que não fazem nada e as reformas a políticos que nunca fizeram nada, a não ser preparar leis para serem bem reformados.
Eu acredito na família e fico revoltado quando vejo que todos os partidos do arco parlamentar teimam em chamar família a um par de homossexuais e até o querem casar. Quando dão uma menina pequenina órfã a um casal de homens homossexuais para fingirem que são o seu pai e a sua mãe.

Eu voto PPV. Para dar o pontapé de saída para uma Europa livre, para uma Europa pela Vida.

domingo, 18 de maio de 2014

Um leigo a dar a comunhão a um sacerdote


Hoje, ao chegar ao hospital, para distribuir a comunhão, vi na lista de doentes um padre que colabora na minha paróquia e que teve um AVC.
Pensei na complicação: eu dar comunhão a um sacerdote?
Depois pensei numa frase de uma criança que se está a preparar para receber a primeira comunhão, há umas semanas: Orlando, eu não mereço receber a comunhão.
Que sabemos nós de merecimento?
Ao distribuir a comunhão, faço sempre uma Celebração da Palavra com cada doente, ou em cada quarto. Hoje também com aquele doente especial, o padre Domingos.
Fiz um ligeiro comentário ao Evangelho (o padre era o doente e eu queria que ele não se sentisse constrangido): É difícil entender esta passagem deste trecho do Evangelho «quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço e fará obras ainda maiores».
Retorquiu o sacerdote: Mas é mesmo. A obra de misericórdia que está aqui a realizar comigo.
Não fiquei chocado, porque não o entendi de modo pessoal. Quantos ministros extraordinários da comunhão não fazem o mesmo cada dia! (Mesmo assim, foi tudo muito especial).
É grande a misericórdia de Deus para com todos nós. Louvado seja Nosso Senhor, nosso Pão da Vida.

domingo, 4 de maio de 2014

Maria Mãe de Deus e outras Marias


Uma Maria tornou-se mulher de negócios, não interessa se gestora, se cantora. O tempo é-lhe curto para fazer dinheiro. Esta Maria dorme com quantos homens lhe apetece, mas não casa nem se dedica a nenhum porque o tempo lhe é curto para fazer dinheiro.
Um dia pensou que seria engraçado ter um filho. Foi ao médico, que lhe extraiu óvulos e guardou para juntar com esperma de um homem anónimo. E fabricou um bebé no laboratório.
Esta Maria não tinha tempo nem vida para carregar uma gravidez e alugou uma barriga a uma jovem que precisava de dinheiro e nem entendia o disparate que fazia.
Quando o bebé nasceu, esta Maria desta história arranjou logo quem lhe tomasse conta e cuidasse do bebé a quem eufemisticamente chamava filho.
Por vezes, esta Maria até estava com a criança. Quando era oportuno exibir a criança perante os amigos ou a sociedade.

Maria de Nazaré, Senhora que vieste a Fátima, abençoa todas as mães e carrega-as, como carregaste, como José, o teu Menino, a caminho do Egipto, carrega Senhora todas as mães, em especial as que se deixaram desviar para maus caminhos, para o seio da maternidade que Deus Nosso Senhor ofereceu à humanidade e que é tão bela.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

São José de Anchieta

Este texto de 2005 ganha especial actualidade em 2014 quando o Beato José de Anchieta é canonizado.

São José de Anchieta

José de Anchieta nasceu em San Cristobal de La Laguna, na ilha de Tenerife, no Arquipélago das Canárias, em Espanha, a 19 de Março de 1534. Foi o terceiro filho de Mência Dias de Clavijo Llerena e de João Lopez de Anchieta, um basco que se refugiara nas Canárias, depois de ter escapado à pena de morte pela participação numa insurreição contra o governo de Castela. Um dos seus irmãos foi soldado e outro missionário no Novo Mundo. José devia ter sido soldado, mas o pai, vendo o menino muito pequeno já a versejar e em latim, mudou de ideias. Assim, aos catorze anos de idade, José vai para Coimbra e estudo no Real Colégio de Artes. Começa a fazer versos em latim, língua com que já tomara contacto, nas Canárias, ao aprender as primeiras letras com os Dominicanos, e ganha a alcunha de “Canário de Coimbra”.
Em 1549, o primeiro grupo de missionários jesuítas, encabeçados pelo padre Manuel da Nóbrega, chega ao Brasil, com Tomé de Sousa, o primeiro governador nomeado para a colónia por Dom João III.
Em 1551, José de Anchieta juntou-se à Companhia de Jesus. É curioso notar que Inácio de Loyola, o fundador da Companhia de Jesus, fora anteriormente oficial do exército castelhano e foi ele que salvou o pai de José da pena de morte, facto atrás referido. Uma intensa actividade no Colégio da Companhia de Jesus dá-lhe progressivamente cabo da coluna vertebral que fica completamente torta, a ponto de ser visível pelas outras pessoas e provocando intensas dores.
Em 1553 parte para o Brasil mais um grupo de missionários jesuítas. Vão como companheiros de viagem transatlântica do segundo governador do Brasil, Duarte da Costa, e partem a 8 de Maio. No grupo de jesuítas vai o Irmão José de Anchieta. Quando chegam ao Brasil, os jesuítas dividem-se em grupos, seguindo cada qual para um dos colégios que o padre Manuel da Nóbrega e os seus companheiros já tinham começado a estabelecer. José de Anchieta segue com um grupo que vai para sul, em direcção a São Vicente. Projectando estender a missionação ao Paraguai, o padre Manuel da Nóbrega manda erguer uma choupana para lhes servir de base, num planalto, um pouco para o interior. A choupana é construída a 24 de Janeiro de 1554 e inaugurada com missa no dia seguinte, a festa da conversão de São Paulo. Esta choupana é, pois, o núcleo de onde germinará a grande metrópole que é hoje São Paulo. José de Anchieta é um os treze jesuítas fundadores desta grande cidade. O trabalho de anúncio aos índios e de administração dos sacramentos está a começar. José de Anchieta, que continua e continuará toda a vida com as costas deformadas, dá-nos conta do seu trabalho e do seu estado de espírito:
Até agora tenho estado em Piratininga. Ocupo-me em ensinar gramática em três classes diferentes. E, às vezes, estando eu dormindo, me vêm a despertar para fazer-me perguntas; e em tudo isto parece que saro; e assim é, porque, em fazendo conta que não estava enfermo, comecei a estar são; e podeis ver minha disposição pelas cartas que escrevo, as quais parecia impossível escrever em Coimbra.” A boa preparação académica de Anchieta faz dele um mestre entre os outros jovens jesuítas do grupo.
Os índios são instruídos e vão chegando atraídos pelas novidades que os jesuítas fazem acontecer. Anchieta ensina – são principalmente as crianças que os portugueses conseguem ensinar – a escrever, a ler, a catequese, o canto! José de Anchieta, como é hábito dos jesuítas em toda a sua acção na América do Sul, esforça-se para promover e dignificar os índios, opondo-se à escravização destes que a outros tanta agrada!
Dominando já fluentemente o português, o castelhano e o latim, José de Anchieta aprende a língua tupi, falada por aqueles índios, para melhor se poder relacionar com eles, compreendê-los e fazer-se compreender; para ajudar as outras pessoas da região a relacionarem-se também, ele escreve uma gramática da língua tupi, que viria a ter grande utilidade naquele território. Esta primeira gramática de língua tupi foi editada pela primeira vez em Coimbra, em 1595.
Em 1555, os franceses conseguem instalar-se em Guanabara. São calvinistas e anseiam por tomar as terras brasileiras: politicamente é uma colónia de grande extensão, do ponto de vista religioso, trata-se de expulsar os portugueses católicos. Os seus grandes aliados são os índios tamoios que odiavam os portugueses que tentavam escravizá-los.
Em 1562, já a então vila de São Paulo era um lugar de alguma riqueza agrícola, com terras roubadas à selva e transformadas em hortas e pomares, os franceses e seus aliados atacam os portugueses, que têm como aliados outras tribos de índios. São Paulo resiste, mas o Padre Manuel da Nóbrega e o irmão José de Anchieta compreendem que a situação tem que ser resolvida de outra forma, pois enquanto se escravizarem índios haverá guerra. Partem os dois jesuítas sozinhos ao encontro das aldeias dos tamoios. Falam das intenções pacíficas e fazem promessas de sã convivência, em nome dos colonos e dos militares. Eles, jesuítas, sempre se haviam oposto à escravatura.

São José de Anchieta entre os índios

Rumam os dois a Iperoig. Não são mortos logo à chegada, porque Anchieta fala a língua dos índios e com doces palavras expõe-lhes ao que vêm. As negociações, com os dois jesuítas na aldeia índia, negociando com vários chefes índios, uns defendendo a guerra, outros aceitando negociar a paz, estendem-se ao longo de sete meses. Este tempo vai servindo para José de Anchieta, que conhece a língua dos índios, ensinar catequese às crianças e também aos adultos. Ensina-lhes canções que ele próprio compôs ou traduziu para a língua tupi.
Com muito tempo livre, Anchieta entretém-se a escrever na areia. Compõe em latim o poema “A Bem-aventurada Virgem Maria Mãe de Deus”. Ele decora o poema, com 4172 versos e escrevê-lo-á quando voltar. O latim renascentista de Anchieta é considerado, por especialistas, o melhor da sua época.
Em 1563 escrevia José de Anchieta ao Geral da Companhia: “Eu me achei em Piratininga um pouco de tempo a visitar nossos discípulos, os quais me desejavam lá muito, porque me têm por bom cirurgião”. De facto, não havia médicos no Brasil de então e os jesuítas foram médicos e cirurgiões de colonos e de índios. O caso de José de Anchieta é especial, pela perícia que usou, destacando-se como bom cirurgião. Mas não só. Deixou importantíssimas anotações sobre a fauna e a flora e sua utilização em medicina, bem como muitos métodos curativos e remédios usados pelos índios.
A paz estabelecida não é duradoura e novamente as partes em conflito se defrontam, no Rio. José de Anchieta parte para o norte, para Salvador. Vai relatar a situação ao novo governador, mas vai também receber a sua ordenação presbiteral. É ordenado padre em 1566, com trinta e dois anos de idade. Poucos meses depois, os franceses são definitivamente expulsos e as tribos hostis são pacificadas. A batalha final marca o local onde começa a crescer a cidade do Rio de Janeiro.

São José de Anchieta na selva brasileira

Para além do poema referido, o padre Anchieta escreveu em português, castelhano, latim e tupi, poesia, prosa ou teatro, sobre história, filosofia ou religião. É considerado o primeiro autor literário brasileiro. Como meio de transmissão da mensagem evangélica escreveu muitas peças de teatro, através das quais transmitia valores e princípios e transmitia a doutrina cristã.
Milhares de índios abraçaram a Boa Nova e receberam o Baptismo pela mão de José de Anchieta.
O padre Manuel da Nóbrega falece em 1570 e José de Anchieta vê-se mais responsável pela actividade da Companhia, nomeadamente em relação aos colégios jesuítas. Quando finalmente pensa que se pode dedicar apenas a ensinar catequese e a dar aulas, aquilo que mais gostava de fazer, em 1577 é nomeado provincial da Companhia para o Brasil. Para o incansável padre é mais um ror de responsabilidades e trabalhos. Tem de visitar regularmente todas as missões e colégios da Companhia, mas continua a vestir-se de forma simples e a andar descalço, como sempre fizera. O direito que tinha, por tradição, de fazer-se transportar, carregado – por índios, claro – é dispensado.
Em 1584 pede dispensa do cargo, por motivos de saúde. Não esqueçamos as dificuldades que o acompanham, desde a juventude, devido à mal formação adquirida da sua coluna vertebral. A nomeação do seu substituto só chega de Roma em 1587. Ainda assim, outras tarefas de menor responsabilidade são-lhe ainda atribuídas, até 1595, quando, muito cansado e doente, repousa algum tempo, até o Senhor o chamar para o repouso final, na glória dos bem-aventurados, a 9 de Junho de 1597, em Reritiba. Os seus restos mortais foram transportados de Reritiba para Vitória, num percurso de noventa quilómetros, acompanhados por milhares de índios. A cidade de Reritiba denomina-se actualmente Anchieta.
Numerosos testemunhos asseguram milagres relacionados com José de Anchieta, em vida e depois de falecido. Por exemplo, que costumava levitar quando entrava em êxtase. O facto de os testemunhos serem oculares dificultou o andamento do seu processo de canonização, pois para este são necessárias provas documentais que possam ser estudadas e avaliadas.

Foi beatificado em 22 de Junho de 1980 por Sua Santidade João Paulo II.

In 'Os Santos de João Paulo II', Livro I, Orlando de Carvalho, Lusodidacta, 2005

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