segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O lugar do sacrário

Sacrário do Hospital Cuf Descobertas

Durante a celebração da missa, é proibida a exposição do Santíssimo Sacramento.
Importa saber que há várias formas de expor o Santíssimo, as razões porque se faz essa exposição e a justificação da regra que proíbe essa exposição simultânea com a missa.
Esclareçamos bem todas estas situações, porque elas se vão reflectir na própria arquitectura interior do templo e na disposição do respectivo mobiliário.
Desde os primeiros tempos da Igreja, logo que os cristãos começaram a entender o sentido do Pão consagrado e a sentir a necessidade dEle nas suas vidas, para além do ritualismo celebrativo, começou a delinear-se um duplo esquema perante a realidade do Pão fora da missa: por um lado, um sistema de alimentação com o Pão da Vida os que não podiam participar na Celebração da Partilha, por doença ou por retenção forçada, de modo especial os que estavam presos por causa da Fé; por outro lado, um sistema que permitisse alimentar os doentes graves súbitos ou acidentados, em perigo de morte antes de se celebrar novamente a eucaristia.
Deste modo surge o conceito de reserva eucarística, para atender os casos que precisavam de uma solução imediata. O Pão precisava de ser guardado com uma dignidade apropriada, tanto em relação ao recipiente como ao espaço onde se guardasse o próprio recipiente. Há escritos que relatam casos em que os fiéis levam para suas casas e conservam lá o Pão consagrado, para se alimentarem e para ser usado nos casos já referidos. Há também instruções precisas sobre o modo como o pão devia ser guardado, de modo a não ser atacado, por exemplo, por ratos.
Logo que surge a hipótese de erigir e manter capelas ou oratórios mais ou menos estáveis, é aí que o Pão passa a ser conservado. Surgem os sacrários: lugares da maior sacralidade onde permanece o Deus Vivo, em corpo, sangue, alma e divindade, como virá a ser definido mais tarde. A compreensão de que se trata do Deus vivo levanta alguns problemas em relação a deixá-lO sozinho nalgum lugar. Por outro lado, torna evidente que a relação com o Deus invisível, o diálogo com Ele pode ser feito de um modo mais perceptível. Foi certamente com grande alegria que os nossos antepassados na Fé fizeram a descoberta da possibilidade de contemplar a adorar Jesus presente no Pão conservado nos sacrários.
Hoje, a exposição do Pão consagrado para adoração pelos fiéis faz-se de modos diversos. Simplesmente, dentro do sacrário, junto do qual qualquer fiel que entre na igreja se pode chegar e conversar com o Senhor; dentro do mesmo sacrário, com a porta aberta, significando e permitindo uma maior intimidade; em alfaias litúrgicas apropriadas, chamadas custódias ou ostensórios. Custódias porque custodiam, guardam, o Corpo do Senhor; muitas vezes, de modo artístico e teológico, do centro onde se coloca a hóstia consagrada, irradiam raios, como de um sol, explicando que Jesus é a nossa luz, o nosso sol, e nestes casos podemos chamar ostensórios a estas alfaias. A exposição para adoração também pode ser feita com a deposição do Pão numa outra alfaia, a patena.
Sobre os fiéis reunidos para a adoração também muito haveria a dizer, mas vamos cingir-nos a falar de uma atitude de humildade, de piedade e de escuta do Senhor.
Durante a missa, o altar onde se vão colocar o pão e o vinho a fim de serem consagrados, transubstanciando-se no Corpo e Sangue de Nosso Senhor, ocupam o lugar central. É na expectativa deste milagre que acontece de cada vez que celebramos missa que o povo acorre às igrejas, à hora da eucaristia. A presença do sacrário pode causar alguns problemas práticos e teológicos, mesmo de consciência. Centrar a atenção sobre os acontecimentos que sucedem no altar, mesmo antes da consagração estar concluída ou no sacrário? Qual é a ordem de importância destes dois lugares? Ao deslocar-se na igreja, o fiel reverencia preferencialmente o altar ou o sacrário? E Jesus está verdadeiramente num lugar e noutro.
Esta situação complica-se quando se alinham no mesmo eixo que atravessa a Assembleia o altar, a cátedra do presidente e o sacrário; e quantas vezes, atrás do sacrário a cruz e o orago, ou um destes.
Recordo a situação que me constrangeu e que se passou com um sacerdote meu amigo. Tendo tomado posse há pouco tempo como pároco, dou com ele a presidir à festa de Natal da catekese, sentado na cátedra, no tal alinhamento, mas a cátedra na frente do altar. Estava numa magnificência total. Eu não conhecia esta faceta do padre Manuel Gonçalves, até pensava que ele nunca ousaria assumir tal exuberância. Fiquei aborrecido, mas não tive coragem de lhe dizer nada. Só se fez luz no meu cérebro quando, muito mais tarde – talvez em vésperas da festa de Natal do ano seguinte – ele me falou do seu desconforto quando o tinham feito sentar na frente do altar a presidir à festa da catekese, com o argumento de que era assim que se fazia lá na paróquia, impedindo-o praticamente de tomar outra opção. Dei-lhe toda a força para que se sentasse onde e como se sentisse mais confortável (e eu também).
Voltando à questão da exposição do Santíssimo Sacramento. É proibido que se faça em simultâneo com a celebração da missa. Se por acaso se estiver a fazer uma exposição e adoração de 24 horas e, no meio, se celebrar missa, o Santíssimo deve ser recolhido e voltar a ser exposto só após a missa.
Ao determinar deste modo, em coerência, a Igreja está a orientar no sentido de que se evite o tal alinhamento nas igrejas. E há muitos modos de o evitar. O mais elegante é desalinhar o sacrário. Quando a reserva que contém o Pão vivo está num dos lados da capela-mor ou numa capela lateral destinada a esse efeito, facilita a vida a quem vai à igreja, fora da missa, para adoração do Santíssimo no sacrário ou simplesmente para orar. Pretender que o sacrário esteja no alinhamento central acaba por ser um modo de retirar mérito ao santo sacrifício da missa.
Também há igrejas que optam por deslocar a cátedra para uma das laterais do presbitério. Esta hipótese tem contra si o corte no diálogo entre o presidente da assembleia eucarística e a Assembleia, em muitos casos. É muito importante que os fiéis vejam bem o que se passa sobre o altar e vejam bem a cara do presidente, que representa a Assembleia, no qual está presente o Senhor e com quem a Assembleia dialoga.
Nos tempos que se seguiram ao Concílio Vaticano II gerou-se alguma polémica que tem a ver com este assunto. O orago da igreja deve ou não estar na capela-mor por trás e acima do sacrário? Em muitas igrejas, tiraram-no e substituíram-no por uma cruz. Parece-me que se o efeito estético é agradável e não existem erros teológicos ou litúrgicos, não há razão para alterar a disposição do que faz parte do templo. Quando existe, deve fazer-se. Mas evitando a polémica, porque o essencial tem que ser superior ao gosto de cada um.

Para concluir, é importante que todos entendam a importância de um lugar reservado para ficar em silêncio em adoração. O que não é o mesmo que ficar numa igreja grande diante de um sacrário monumental e central, presidindo a todo o recinto. Isto não se aplica a tempos reservados a adoração comunitária com a devida exposição do santíssimo no lugar de maior destaque da igreja. 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

O primeiro sacramento


O primeiro sacramento, numa ordenação que tenha em conta a sequência porque são administrados pela Igreja é o Baptismo. Mas podemos imaginar uma maneira diferente para a determinação do primeiro sacramento. Antes de Jesus, já havia vida sacramental, o Espírito Santo já se manifestava entre os homens e nos homens.
Centremo-nos na vida humana conforme a Sagrada Escritura no-la apresenta.
[No sexto dia] Deus disse: «Que a Terra produza seres vivos conforme a espécie de cada um: animais domésticos, répteis e feras, cada um conforme a sua espécie». E assim se fez. Deus fez as feras da Terra, cada uma conforme a sua espécie; os animais domésticos, cada um conforme a sua espécie; e os répteis do solo, cada um conforme a sua espécie. E Deus viu que era bom. Então Deus disse: «Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele domine os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todas as feras e todos os répteis que rastejam sobre a terra». Deus criou o homem à sua imagem; à imagem de Deus Ele o criou; e criou-os homem e mulher.
Deus abençoou-os e disse-lhes: «Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei e submetei a terra; dominai os peixes do mar, as aves do céu e todos os seres vivos que rastejam sobre a terra». E Deus disse: «Vede! Entrego-vos todas as ervas que produzem semente e estão sobre toda a Terra, e todas as árvores em que há frutos que dão semente: tudo isso será alimento para vós. E a todas as feras, a todas as aves do céu e a todos os seres que rastejam sobre a terra e nos quais há respiração de vida, dou a relva como alimento». E assim se fez. Deus viu tudo o que havia feito, e tudo era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: foi o sexto dia. (Génesis 1, 24-31)
Embora a uma bênção não corresponda necessariamente um sacramento, a cada sacramento está associada uma bênção, uma bênção especial e uma missão que deve ser realizada com a ajuda dessa bênção.
Ora, o texto do Livro do Génesis contém a primeira bênção bíblica. A que eu ouso chamar sacramento. Deus moldou uma criatura à sua imagem e, uma criatura dualista porque contém em si duas partes que são complementares, que se ajustam. Sabemos hoje cientificamente que esse ajustamento não é apenas físico, mas fisiológico, intelectual, emocional, funcional, energético, social.
A primeira bênção de Deus surge-nos como sacramento. Deus abençoa o homem na sua dualidade. Por isto, será melhor chamá-lo de pessoa e não apenas de homem. Porque Deus criou a pessoa homem e mulher, intrinsecamente ligados. A missão associada a este sacramento está explícita no texto bíblico:
Sede fecundos!
Multiplicai-vos!
Enchei e submetei a terra!
Submetei a Natureza!
A Natureza será o vosso sustento!
O matrimónio é a fórmula actual deste primeiro sacramento de que Deus foi ministro. Ao contrário do que sucede na actualidade entre os cristãos, o casamento não foi uma opção entre um homem e uma mulher que Deus abençoou, mas uma escolha de Deus. O ministro deste primeiro matrimónio, ao contrário do que sucede entre os cristãos de hoje, em que os ministros são os noivos, e que foi também o primeiro sacramento da História, foi Deus. O Senhor criou os noivos, apresentou-os, abençoou-os e deu-lhes uma missão concreta para realizarem sob aquela bênção, a fecundidade. A continuação da espécie humana na terra passou a ficar a cargo daquele casal e da vida que deles emanasse, estabelecendo-se uma parceria de Criação na continuidade entre Deus e as pessoas. A preservação da espécie humana também ficou confiada às pessoas. Submetei a Natureza.
Nem todos podemos responder do mesmo modo a esta solicitação para ser colaboradores activos com a Criação, neste sentido demográfico e sexuado. Jesus não o foi. Qualquer celibatário pode receber esta bênção de modo diferente daquilo a que chamamos matrimónio. Os que educam as crianças que são filhas de outros, os que extraem da terra alimento que é sustento de vida para os outros, tantos, tantos que vivem a bênção de Deus, dada aos nossos pais Adão e Eva de modo tão diverso.
Nos nossos dias, fala-se de divórcio, fala-se de uniões de pessoas homossexuais, fala-se de aborto e de eutanásia. Normalmente estas atitudes são apresentadas como reivindicações justas pelas pessoas a quem interessam. A minha proposta vai no sentido de, em vez de reivindicar esse direito, as pessoas interessadas tentem olhar para si mesmas como criaturas abençoadas por Deus, tão abençoadas que são imagem de Deus, são filhas e filhos de Deus. É à luz desta bênção que estes devem olhar para as suas vidas e as suas opções. Não só estes, mas todos nós. Em relação a nós e em relação a estes irmãos.
Sabemos que há bebés que nascem com órgãos sexuais indefinidos, sem órgãos sexuais ou com órgãos sexuais dos dois sexos. É difícil entender como isto pode suceder. Para nós humanos, crentes num Deus misericordioso, isto pode parecer uma limitação ao poder e ao amor de Deus, um erro da Natureza. Pois. Convém confiar sempre no amor extremoso de Deus, na sua ternura por nós, na divina misericórdia, que não chocaram com o santo sacrifício da Cruz, nem chocam com as nossas cruzes quotidianas. Também nós temos de ser misericordiosos, uns para com os outros. Para com os que compreendem aquela bênção de Deus de modo diferente de nós; para com aqueles que recebem connosco a bênção e precisam depois da nossa paciência e do nosso perdão, pela dificuldade na fidelidade ao compromisso sacramental. Esta fidelidade pode ser no sentido habitual da fidelidade conjugal, mas em muitos outros aspectos: quem agride o cônjuge, quem fala mal do cônjuge, quem não se doa ao cônjuge, está a amesquinhar a bênção divina do matrimónio. Um matrimónio sem a bênção explícita da Igreja em que os cônjuges se amam e são fiéis em todos os sentidos, parece-me bem mais matrimónio que um outro abençoado por um bispo em nome de Deus em que a fidelidade e o amor doação sejam inexistentes.

Este artigo, quem o ler, pode continuá-lo na sua vida. Foi para isso que o escrevi. Para que se releia o texto bíblico e à luz destas considerações a vida das (algumas) pessoas possa ser enriquecida. 

Orlando de Carvalho

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

É heresia rezar a Maria?

Na homilia da missa de hoje, 15 de Agosto de 2014, transmitida em directo pela Rádio Renascença, foi dito que não se reza a Maria, mas apenas a Deus.

O cónego Rui Osório

O cónego Rui Osório festejava os 50 anos de ordenação sacerdotal e, nesta festa maior da Igreja, em que os fiéis celebram a Assunção de Maria aos Céus, honrando-a, como Deus, pelo dom que a Senhora nos deu a todos - Jesus Cristo, Único Salvador do Mundo - deitou da boca para fora esta descoberta: não rezeis a Maria! Eu não rezo a Maria. Rezamos apenas a Deus.
Isto foi difundido para todo o país (apenas?), aos microfones da Rádio Renascença, a Emissora Católica Portuguesa. 

Nesta ligação escutamos a papa Francisco a rezar a Maria, Rainha da Paz, para que interceda pela paz. Há muitos exemplos em que papas e outros fiéis da hierarquia rezam a Maria e a santos, isto é, dirigem-se a Maria e a santos através de palavras, pedindo a sua intercessão junto de Deus. Rezar não é adorar. Aos microfones da Rádio Renascença e durante uma Eucaristia, este padre afirmou uma heresia, como se a Igreja não acreditasse e proclamasse a comunhão dos santos.

A Conferência Episcopal não pode ignorar este facto e deve repor a verdade.

Que Maria, Mãe celestial, ilumine a Igreja e os que nela têm a responsabilidade de ensinar.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Fundar e fundamentar uma comunidade cristã

Temos escutado diferentes opiniões sobre a questão importante para o estabelecimento e crescimento das comunidades paroquiais e outras comunidades de fiéis de saber se o fiel deve ser responsável por ir ao encontro aos locais de acolhimento e de culto que existem à disposição, ou se deve haver uma descentralização e ir ao encontro do fiel.
Na minha opinião, é necessário ir ao encontro das pessoas, mostrar-lhes Jesus e o Evangelho, de tal modo que as pessoas se apaixonem. Mas aí, já não se coloca o problema de proximidade dos locais de reunião, porque é a pessoa convertida que sente necessidade de ir ao encontro e, mais, de ir anunciar para mais longe.
Na paróquia de Caneças existe um lugar chamado Casal Novo. Fica distante da igreja paroquial e, de facto, os paroquianos dessa zona deviam, em muitos casos, ficar impossibilitados da missa dominical.
Arranjou-se um terreno em Casal Novo. Construiu-se uma estrutura de armazém do género de pré-fabricado e lá foi a igreja. Um cruzeiro em forma de Cristo-Rei, na frente da igreja, e outro cruzeiro simples no outro extremo do terreno a marcar o adro. O espaço está cercado com rede. Levantou-se uma estrutura em ferro e comento e ficaram com um palco ao ar livre. Uma outra estrutura é o bar. 
Local de catekese, de reunião para as celebrações, de convívio cristão entre as pessoas.
Parece-nos um exemplo a ser observado, em especial por todas as pessoas que vivem em comunidades com esta limitação da situação periférica para a prática sacramental e evangélica.
Seguem vídeos e fotografias do local. Tudo muito simples, muito 'barato', com características que devem agradar a Nosso Senhor que nasceu entre pastores e escolheu pescadores.

Orlando de Carvalho


E em mais detalhe o bar na sua simplicidade





Algumas fotos do conjunto

O pórtico


Encimado por uma cruz em ouro trabalhada


Para que se saiba que paróquia é ali




Aqui é Casa de Deus


Assembleia onde se reza Pai Nosso...


Cristo reina, Cristo impera


Onde os passarinhos vêm fazer os ninhos


Que importa o que lá fazem de noite, do lado de fora


O palco


O cruzeiro na outra extremidade do campo


O painel com informação na igreja paroquial informa que no 'barracão' do Casal Novo se celebra missas durante a semana e que se realizam lá encontros de catekese.








sexta-feira, 11 de julho de 2014

Depois da oração no jardim do Vaticano

Os Estados de Israel e da Palestina bombardeiam-se e matam-se os filhos uns dos outros.
Misericórdia, Senhor, misericórdia.
Homens e mulheres morrem de um lado e do outro.

As crianças morrem! As crianças!

As fotos são de uma página palestiniana no Facebook.

As legendas são a tradução aproximada das legendas originais em árabe. Tristeza e ira pelos mortos palestinianos e regozijo pelos mortos árabes. 

Os mesmos sentimentos que existem do lado israelita.

Filhos de Abraão, como magoais deste modo a alma do vosso pai comum?
Manchais mutuamente a memória do pai Abraão. 
Abraão clama, no Céu, a Deus: 

- Porque morrem os meus filhos, às mãos dos seus irmãos?

Rasgando as vestes que usará no Céu, Abraão deve chorar ao ver as crianças suas filhas mortas pelos seus filhos adultos.

Abraão questiona o Senhor: porque tenho de ver os meus filhos palestinianos e israelitas a sofrerem deste modo? A matarem com tanto empenho os meus filhos que estão do outro lado?

Deus, talvez responda:
- Também Eu vi Caim matar Abel.

E Abraão poderá ainda lamentar:
- Mas eu vejo Caim matar os filhos de Abel e Abel matar os filhos de Caim. 

Amém! Amém!


Mãe palestiniana prepara o filho


Criança sobrevivente de um bombardeamento a uma casa palestiniana


O mártir mais jovem


O momento da despedida (criança palestiniana)

Senhor, Deus, Pai, Senhor de todos os homens e mulheres, de todos os povos e nações, tem compaixão dos teus filhos, concede-nos um coração puro e compassivo, misericordioso como o teu e permite que aceitemos a Paz que nos dás, a Paz que desejas que reine entre nós.
Amém.



Oremos pelo papa Francisco e oremos com o papa Francisco pela Paz.

Orlando de Carvalho

terça-feira, 8 de julho de 2014

Marketing e evangelização


Estamos a limpar, escolher, reorganizar e arrumar os livros todos da casa. Uma tarefa gigantesca.
Ao encontrar o livro Introdução ao Marketing, de B. C. Blanche, a minha primeira pensamento foi que já não precisava do livro. Mas, quase sem querer, e até em ar de provocação disse que o ia arrumar na secção de Teologia.
- Teologia? - perguntou a minha mulher.
Perguntei eu: 
- Quando entras numa igreja, entras pela esquerda ou pela direita?
Depois de pensar durante um ou dois segundos:
- Pela direita.
E sorriu. Como sorri alguém cada vez que descobre um ovo de Colombo.
Se queremos que alguém veja algo ao entrar, não é indiferente colocar ao fundo da igreja, sendo aí a porta, de um lado ou do outro.
É muito interessante e proveitoso o estudo das técnicas de marketing usadas por Jesus durante a pregação do Reino.
Saibamos nós, todos os implicados na missão, usá-las de modo de maximizar os talentos que nos foram doados.

Orlando de Carvalho

terça-feira, 1 de julho de 2014

Oração e Paz no Médio Oriente

Num gesto sem precedentes de natureza histórica e religiosa, o papa Francisco reuniu-se dia 8 de Junho com os dirigentes israelita e palestiniano, respectivamente, Shimon Peres e Mahmoud Abbas. Os três homens rezaram pela paz. E o mundo uniu-se nesta oração, homens e mulheres de todas as latitudes e longitudes olharam com esperança para a paz.
Sabia-se desde logo que a oração pela paz não podia acabar naquele Domingo, que teríamos todos que continuar a rezar.
Por vezes esquecemos estes pormenores e como que pensamos que já rezámos o suficiente, o assunto passaria então para a esfera de Deus que deveria garantir a paz.
Não é assim.
A guerra reacende-se no Médio Oriente e crianças de ambos os lados são assassinadas. Um jovem de 19 anos, dois de 16 anos e um outro de 15 anos.



http://expresso.sapo.pt/depois-do-luto-israel-prepara-a-vinganca=f878731

Há, pois, uma necessidade grande de unirmos mais uma vez, e sempre, orações pela paz. No Médio Oriente e no mundo.

Orlando de Carvalho
Não é assim
Sabia-se desde logo que a oração pela paz teria de continuar em cada dia.