sexta-feira, 10 de abril de 2026

Divina Misericórdia


 

 Maria Faustina

Era o dia 2 de Abril de 2005, cerca das 22h, em Roma.

O arcebispo Leonardo Sandri, anunciou à multidão de fiéis reunidos na Praça de São Pedro e aos milhões de católicos que em todo o mundo prestavam toda a atenção à televisão ou à rádio:


Às 21h 37m, o nosso querido Santo Padre João Paulo II regressou à Casa do Pai”


Duas horas passadas, o Serviço de Informação do Vaticano difundia a seguinte nota:

«Esta noite, o Senhor Joaquim Navarro-Valls, Director da Sala de Imprensa da Santa Sé, divulgou a seguinte declaração:

O Santo Padre faleceu às 21h 37m nos seus apartamentos privados do Vaticano.

Todos os procedimentos previstos pela Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, promulgada por João Paulo II, a 22 de Fevereiro de 1996, foram desencadeados.

Às 20 h tinha começado a Missa da festa da Divina Misericórdia no quarto do Papa, presidida por Monsenhor Stanislaw Dziwisz, assistido pelo Cardeal Marian Jarowski, por Monsenhor Stanislaw Rylko e por Monsenhor Mieczyslaw Mokrzycki.

Durante a Missa, o Papa recebeu o Viático e a Santa Unção

dos Doentes, pela segunda vez”.»


A forma como viveu a sua morte – parece um paradoxo falarmos de viver a morte – foi provavelmente a última Catequese que João Paulo II fez aos homens. Esta última estação da peregrinação na Terra é uma das mais importantes, quiçá a mais importante. De facto, a coisa mais importante que qualquer pessoa pode ambicionar é a vida e a morte é a porta para a vida verdadeira, dominada pela esperança da felicidade eterna.

O Papa, como quase todos os seus Santos e Beatos, entregou-se pacificamente nas mãos misericordiosas de Deus. Não agiu assim por não ter outra opção – de facto, não temos opção para a morte – mas fez na antecâmara desta transição para a vida celeste, uma Profissão de Fé na Misericórdia Divina. E parece-me que podemos dizer também que Deus, na sua infinita misericórdia nos deixou antever que a sua misericórdia, a mesma da Parábola do Pai Misericordioso (ou do Filho Pródigo), não é apenas uma história, nem somente uma esperança, mas podemos olhá-la já como componente da essência de Deus.

A Igreja inicia a celebração litúrgica do Domingo a partir do meio-dia de Sábado. Ora, o nosso querido Papa partiu para os braços de Deus, ao fim da tarde do segundo Domingo de Páscoa. Precisamente o dia que ele denominara Domingo da Misericórdia Divina. E conforme testemunho de quem esteve perto dele nos últimos momentos, o Papa estava completamente abandonado à vontade de Deus.


Helena Kowalska nasceu em Glogowiec, na Polónia, a 25 de Agosto de 1905. Os pais, Mariana e Estanislau eram camponeses e ela foi a terceira de dez irmãos. Ainda era criança, tinha sete anos, quando sentiu pela primeira vez o apelo de Jesus para se consagrar na vida religiosa.

Aos dezasseis anos começou a trabalhar como empregada doméstica, em casa de famílias abastadas. Com a idade de vinte anos decidiu então responder aos insistentes apelos de Nosso Senhor e consagrar-se-Lhe

totalmente, fazendo-se freira. Foi admitida na Congregação das Irmãs da Bem-aventurada Virgem Maria da Misericórdia e recebeu o nome de Maria Faustina. Viveu em diversas casas da congregação onde exerceu vários serviços de cozinheira, porteira e jardineira.

No Sábado Santo de 1934 ofereceu-se a Deus como vítima pelos pecadores que ainda não conheciam a misericórdia de Deus, colaborando assim na obra de salvação das almas perdidas. Adoeceu depois com tuberculose.

A 5 de Outubro de 1938, regressou à Casa de Deus, cheia de esperança na Misericórdia Divina.

Foi o então ainda Bispo Auxiliar de Cracóvia, Cardeal Karol Wojtyla quem iniciou o processo para a canonização da Irmã Faustina, em 1965.

Em 1981, no Domingo de Cristo Rei, o Papa João Paulo II visitou o Santuário do Amor Misericordioso, em Cracóvia, afirmando:

Há um ano publiquei a encíclica “Dives in misericórdia”.

Pela mesma razão, venho hoje ao Santuário do Amor Misericordioso. Quero, com a minha presença, reafirmar, de alguma forma, a mensagem dessa encíclica. Desejo lê-la e transmiti-la outra vez. Desde o início do meu ministério na Sé Romana, fiz desta mensagem a minha tarefa primordial. Foi um encargo da Divina Providência, perante a situação do homem, da Igreja e do mundo. Foi também esta situação que me levou a sentir-me responsável

perante Deus, pela difusão desta mensagem”.


Já então como Papa, João Paulo II elevou a Irmã Faustina aos altares, proclamando-a Beata a 18 de Abril de 1993, Segundo Domingo da Páscoa. A 30 de Abril de 2000, também Segundo Domingo da Páscoa, Sua Santidade João Paulo II procedeu à canonização da sua compatriota

Maria Faustina, na Praça de São Pedro. Durante a homilia, o Santo Padre ensinou:


É deveras grande a minha alegria, ao propor hoje à Igreja inteira, como dom de Deus para o nosso tempo, a vida e o testemunho da Irmã Faustina Kowalska. Pela Divina Providência a vida desta humilde filha da Polónia esteve completamente ligada à história do século XX, que há pouco deixámos atrás. De facto, foi entre a primeira e a segunda guerra mundial que Cristo lhe confiou a sua mensagem de misericórdia. Aqueles que recordam, que foram testemunhas e participantes nos eventos daqueles anos e nos horríveis sofrimentos que daí derivaram para milhões de homens, bem sabem que a mensagem da misericórdia é necessária. (…)

É importante, então, que acolhamos inteiramente a mensagem que nos vem da palavra de Deus, neste segundo Domingo de Páscoa, que de agora em diante na Igreja inteira tomará o nome de Domingo da Divina Misericórdia”.

Nas diversas leituras, a liturgia parece traçar o caminho da misericórdia que, enquanto reconstrói a relação de cada um com Deus, suscita também entre os homens novas relações de solidariedade fraterna. Cristo ensinou-nos que “o homem não só recebe e experimenta a misericórdia de Deus, mas é também chamado a “ter misericórdia” para com os demais. “Bem-aventurados, os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”

(Mt 5, 7)” (Dives in misericordia, 14). Depois, Ele indicou-nos as múltiplas vias da misericórdia, que não só perdoa os pecados, mas vai também ao encontro de todas as necessidades dos homens. Jesus inclinou-se sobre toda a miséria humana, material e espiritual.

A sua mensagem de misericórdia continua a alcançar-nos através do gesto das suas mãos estendidas rumo ao homem que sofre. Foi assim que O viu e testemunhou aos homens de todos os continentes a Irmã Faustina que, escondida no convento de Lagiewniki, em Cracóvia, fez da sua existência um cântico à misericórdia: Misericordias Domini in aeternum cantabo

A canonização da Irmã Faustina tem uma eloquência particular: mediante este acto quero hoje transmitir esta mensagem ao novo milénio. Transmito-a a todos os homens para que aprendam a conhecer sempre melhor o verdadeiro rosto de Deus e o genuíno rosto dos irmãos. (…)

Esta mensagem consoladora dirige-se sobretudo a quem, afligido por uma provação particularmente dura ou esmagado pelo peso dos pecados cometidos, perdeu toda a confiança na vida e se sente tentado a ceder ao desespero. Apresenta-se-lhe o rosto suave de Cristo, chegando-lhe aqueles raios que partem do seu Coração e

iluminam, aquecem e indicam o caminho, e infundem esperança. Quantas almas já foram consoladas pela invocação


Jesus, confio em Ti”,


que a Providência sugeriu através da Irmã Faustina!

Este simples acto de abandono a Jesus dissipa as

nuvens mais densas e faz chegar um raio de luz à vida

de cada um. (…)

Misericordias Domini in aeternum cantabo (Sl 88, 2).

À voz de Maria Santíssima, “Mãe da misericórdia”, à voz desta nova Santa, que na Jerusalém celeste canta a misericórdia juntamente com todos os amigos de Deus, unamos também nós, Igreja peregrina, a nossa voz.

E tu, Faustina, dom de Deus ao nosso tempo, dádiva da terra da Polónia à Igreja inteira, obtém-nos a graça de perceber a profundidade da misericórdia divina,

ajuda-nos a torná-la experiência viva e a testemunhá-la

aos irmãos! A tua mensagem de luz e de esperança se

difunda no mundo inteiro, leve à conversão os pecadores,

amenize as rivalidades e os ódios, abra os homens

e as nações à prática da fraternidade. Hoje, ao fixarmos

contigo o olhar no rosto de Cristo ressuscitado, fazemos

nossa a tua súplica de confiante abandono e dizemos

com firme esperança:

Jesus Cristo, confio em Ti!

Jezu, ufam tobie!”.


 

 

 

 


A 17 de Agosto de 2003, o Papa João Paulo II recomendou o mundo à Divina Misericórdia, durante a dedicação do Santuário de Lagiewniki, em Cracóvia, junto do convento onde viveu a irmã Maria Faustina. Em 1934 a Irmã Faustina começou a escrever um Diário, por sugestão do seu director espiritual. Lá estão registadas as experiências místicas, as revelações de Jesus, os estigmas que escondia.

A Irmã Faustina teve diversas visões de Jesus.

A 22 de Fevereiro de 1931, enquanto estava na sua cela, a Irmã Faustina teve uma visão de Jesus, vestido de branco com uma mão elevada para abençoar e outra sobre o peito, de onde emergiam, dois grades raios, um vermelho e outro

branco. Jesus disse-lhe: “Pinta uma imagem conforme o modelo que estás a ver e grava as palavras “Jesus eu confio em Ti”. Desejo que essa imagem seja venerada, primeiro na capela, e depois em todo o mundo”. A Irmã concretizou o

pedido do Senhor, pedindo a um artista que pintasse uma imagem de Jesus, de acordo com as instruções que ela lhe dava, como ela O vira, contendo a invocação “Jesus, eu confio em Vós”. Jesus revelou à Irmã Faustina o desejo da

devoção à Misericórdia Divina e a instituição de uma festa litúrgica, no Segundo Domingo de Páscoa, para celebrar a Divina Misericórdia. Jesus pediu também à Irmã Faustina a preparação para esta festa com uma novena, a iniciar-se em Sexta-feira Santa.

No seu Diário, pode ler-se o discurso de Jesus: “Estou a enviar-te com a minha Misericórdia aos povos de todo o mundo. Eu não quero castigar a humanidade sofredora, mas desejo curá-la, abraçando-a com força contra o meu Coração Misericordioso”.

Ela levou uma vida muito simples, como a última das irmãs da sua Congregação, muitas vezes sendo humilhada por não acreditarem na veracidade das suas experiências místicas, das revelações de que era mensageira para a humanidade.

Sempre paciente, ela tornou-se na Apostola da Divina Misericórdia, estendendo esta devoção a todo o mundo.

Podemos considerar três aspectos principais na missão da Irmã Faustina:

Primeiro lembrar o Amor Misericordioso de Deus a cada homem, revelado na Sagrada escritura.

Em segundo lugar, ensinar e divulgar novas formas de cultoà Divina Misericórdia de Deus.

Por fim, iniciar um movimento de apóstolos da Divina Misericórdia, que reavivem o espírito evangélico da confiança e abandono à Misericórdia de Deus e a misericórdia

para com o próximo.





 

quinta-feira, 12 de março de 2026

Apoio com textos para a Eucaristia com crianças de 22 de Março

 


Oração coleta
Pai do Céu, dá-nos a mesma alegria

que teu Filho Jesus sentiu quando, por caridade,

Se entregou à morte pela salvação de todos nós.

Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.


LEITURA I Ez 37, 12-14

Leitura da Profecia de Ezequiel
Assim fala o Senhor Deus: «Vou abrir os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, ó meu povo, para vos reconduzir à terra de Israel. Haveis de reconhecer que Eu sou o Senhor, quando abrir os vossos túmulos e deles vos fizer ressuscitar, ó meu povo. Infundirei em vós o meu espírito e revivereis. Hei de fixar-vos na vossa terra e reconhecereis que Eu, o Senhor, digo e faço».
Palavra do Senhor.


SALMO 129
Refrão: No Senhor está a misericórdia
e abundante redenção. Repete-se
Ou: No Senhor está a misericórdia,
no Senhor está a plenitude da redenção. Repete-se

Do profundo abismo chamo por Vós, Senhor,
Senhor, escutai a minha voz.
Estejam os vossos ouvidos atentos
à voz da minha súplica. Refrão

Se tiverdes em conta as nossas faltas,
Senhor, quem poderá salvar-se?
Mas em Vós está o perdão,
para Vos servirmos com reverência. Refrão

Eu confio no Senhor,
a minha alma espera na sua palavra.
A minha alma espera pelo Senhor
mais do que as sentinelas pela aurora. Refrão

Porque no Senhor está a misericórdia
e com Ele abundante redenção.
Ele há de libertar Israel
de todas as suas faltas. Refrão




EVANGELHO – Cf. Jo 11, 1-45

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João


Naquele tempo, estava doente certo homem, Lázaro, da cidade de Betânia, aldeia de Marta e de Maria, sua irmã. Elas mandaram então dizer a Jesus:

 

- Senhor, o teu amigo está doente.

 

Ouvindo isto, Jesus disse:

 

- Essa doença não é mortal, mas é para a glória de Deus. Por meio dessa doença vai ser glorificado o Filho do homem.

 

Jesus era amigo de Marta, de sua irmã e de Lázaro. Entretanto, depois de ouvir dizer que ele estava doente, ficou ainda dois dias no local onde Se encontrava.

Lá longe, Lázaro acabou por morrer e foi sepultado, segundo o costume dos judeus, num túmulo escavado na rocha e fechado com uma pedra.

 

Entretanto, Jesus disse aos discípulos:

 

- Vamos voltar para a Judeia.

 

Os discípulos disseram-Lhe:

 

- Mestre, ainda há pouco os judeus queriam apedrejar-Te e Tu queres voltar para lá?

 

Jesus respondeu:

 

- O nosso amigo Lázaro dorme, mas Eu vou acordá-lo.

 

Disseram então os discípulos:

 

- Senhor, se dorme, está salvo.

 

Jesus referia-se à morte de Lázaro, mas eles entenderam que falava do sono natural. Disse-lhes então Jesus abertamente:

 

- Lázaro morreu; por vossa causa. Eu alegro-Me por não ter estado lá, para que vocês acreditem. Mas, vamos ter com ele.

 

Tomé, chamado Dídimo, isto é, Gémeo, disse aos companheiros:

 

- Vamos nós também, para morrermos com Jesus.

 

Ao chegar, Jesus encontrou o amigo sepultado havia quatro dias. Muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria, para lhes apresentar condolências pela morte do irmão. Quando ouviu dizer que Jesus estava a chegar, Marta saiu ao seu encontro, enquanto Maria ficou sentada em casa. Marta disse a Jesus:

 

- Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mas sei que, mesmo agora, tudo o que pedires a Deus, Deus To dá.

 

Disse-lhe Jesus:

 

- Teu irmão vai ressuscitar

 

Marta respondeu:

 

- Eu sei que ele vai ressuscitar na ressurreição do último dia.

 

Disse-lhe Jesus:

 

- Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, vive; e todo aquele que vive e acredita em Mim não morre para sempre. Acreditas nisto?

 

Disse-Lhe Marta:

 

- Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo.

 

Dito isto, retirou-se e foi chamar Maria, a quem disse em segredo:

 

- O Mestre está ali e manda-te chamar.

 

Logo que ouviu isto, Maria levantou-se e foi ter com Jesus. Jesus ainda não tinha chegado à aldeia, mas estava no lugar em que Marta viera ao seu encontro. Então os judeus que estavam com Maria em casa para lhe apresentar condolências, ao verem-na levantar-se e sair rapidamente, seguiram-na, pensando que se dirigia ao túmulo para chorar, como era hábito. Quando chegou aonde estava Jesus, Maria, logo que O viu, caiu-Lhe aos pés e disse-Lhe:

 

- Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não tinha morrido.

 

Jesus, ao vê-la chorar, e vendo chorar também os judeus que vinham com ela, comoveu-Se profundamente e perturbou-Se. Depois perguntou:

 

- Onde o pusestes?

 

Responderam-Lhe:

 

- Vem ver, Senhor.

 

E Jesus chorou. Diziam então os judeus:

 

- Vejam como era seu amigo.

 

Mas alguns deles criticavam:

 

- Então Ele, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito que este homem não morresse?

 

Entretanto, Jesus, comovido no seu coração, chegou ao túmulo. Era uma gruta, com uma pedra posta à entrada. Disse Jesus:

 

- Tirem essa pedra.

 

Respondeu Marta, irmã do morto:

 

- Já cheira mal, Senhor, pois morreu há quatro dias.

 

Disse Jesus:

 

- Eu não te disse que, se acreditasses, vias a glória de Deus?

 

Tiraram então a pedra. Jesus, levantando os olhos ao Céu, disse:

 

- Pai, dou-Te graças por Me teres ouvido. Eu bem sei que sempre Me ouves, mas falei assim por causa da multidão que nos cerca, para acreditarem que Tu Me enviaste.

 

Dito isto, ordenou com voz forte:

 

- Lázaro, sai para fora.

 

O morto saiu, de mãos e pés enfaixados com ligaduras e o rosto envolvido num pequeno lençol chamado sudário. Disse Jesus:

 

- Tirem-lhe as ligaduras e ajudem-no para ele andar.

 

Então muitos judeus, que tinham ido visitar Maria, ao verem o que Jesus fizera, acreditaram n’Ele.

Palavra da salvação.




Oração sobre as oblatas
Deus todo-poderoso, em bondade,

pedimos, em nome do sacrifício e paixão de Jesus,

que purifiques os nossos corações.
Por Cristo nosso Senhor.


Oração depois da comunhão
Deus infinitamente bom,

dá-nos a alegria de vivermos sempre

como membros da Igreja que é o Corpo de Cristo.

Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.


 

CELEBRAÇÃO DA RESSURREIÇÃO DE LÁZARO ~ Domingo 22 de Março de 2026 - Domingo V da Quaresma


 

CELEBRAÇÃO DA RESSURREIÇÃO DE LÁZARO

 

Celebração da Palavra sem Eucaristia 

 

Domingo 22 de Março de 2026 - Domingo V da Quaresma

 

Preparação

Um biombo para fazer de sepulcro e um catre para transportar Lázaro morto no funeral.

Ligaduras para Lázaro na ressurreição

 

ENTRADA

Deus está aqui. Tão certo como o ar que respiro.
Tão certo como a manhã que se levanta.
Tão certo como este canto que podes ouvir.

1. Tu O podes sentir movendo-se por entre os ramos.
Tu O podes ouvir cantando connosco aqui.
Tu O podes levar quando por esta porta saíres.
Tu O podes guardar para sempre no teu coração.

2. Tu O podes notar a teu lado neste mesmo instante.
Não sejas também daqueles que O não querem ver.
Tu Lhe podes contar esse problema que tens.
Jesus está aqui. Se queres, podes segui-Lo

 

Saudação

 

Presidente: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Todos: O povo responde: Ámen.

Presidente: A graça de nosso Senhor Jesus Cristo,

o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo

estejam connosco.

 Todos: Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo.

                               

Admonição: Explicação da diferença entre Eucaristia e simples Celebração da Palavra

 

 

 

EVANGELHO – Cf. Jo 11, 1-45

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João


Naquele tempo, estava doente certo homem, Lázaro, da cidade de Betânia, aldeia de Marta e de Maria, sua irmã. Elas mandaram então dizer a Jesus:

 

- Senhor, o teu amigo está doente.

 

Ouvindo isto, Jesus disse:

 

- Essa doença não é mortal, mas é para a glória de Deus. Por meio dessa doença vai ser glorificado o Filho do homem.

 

Jesus era amigo de Marta, de sua irmã e de Lázaro. Entretanto, depois de ouvir dizer que ele estava doente, ficou ainda dois dias no local onde Se encontrava.

Lá longe, Lázaro acabou por morrer e foi sepultado, segundo o costume dos judeus, num túmulo escavado na rocha e fechado com uma pedra.

 

Entretanto, Jesus disse aos discípulos:

 

- Vamos voltar para a Judeia.

 

Os discípulos disseram-Lhe:

 

- Mestre, ainda há pouco os judeus queriam apedrejar-Te e Tu queres voltar para lá?

 

Jesus respondeu:

 

- O nosso amigo Lázaro dorme, mas Eu vou acordá-lo.

 

Disseram então os discípulos:

 

- Senhor, se dorme, está salvo.

 

Jesus referia-se à morte de Lázaro, mas eles entenderam que falava do sono natural. Disse-lhes então Jesus abertamente:

 

- Lázaro morreu; por vossa causa. Eu alegro-Me por não ter estado lá, para que vocês acreditem. Mas, vamos ter com ele.

 

Tomé, chamado Dídimo, isto é, Gémeo, disse aos companheiros:

 

- Vamos nós também, para morrermos com Jesus.

 

Ao chegar, Jesus encontrou o amigo sepultado havia quatro dias. Muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria, para lhes apresentar condolências pela morte do irmão. Quando ouviu dizer que Jesus estava a chegar, Marta saiu ao seu encontro, enquanto Maria ficou sentada em casa. Marta disse a Jesus:

 

- Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mas sei que, mesmo agora, tudo o que pedires a Deus, Deus To dá.

 

Disse-lhe Jesus:

 

- Teu irmão vai ressuscitar

 

Marta respondeu:

 

- Eu sei que ele vai ressuscitar na ressurreição do último dia.

 

Disse-lhe Jesus:

 

- Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, vive; e todo aquele que vive e acredita em Mim não morre para sempre. Acreditas nisto?

 

Disse-Lhe Marta:

 

- Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo.

 

Dito isto, retirou-se e foi chamar Maria, a quem disse em segredo:

 

- O Mestre está ali e manda-te chamar.

 

Logo que ouviu isto, Maria levantou-se e foi ter com Jesus. Jesus ainda não tinha chegado à aldeia, mas estava no lugar em que Marta viera ao seu encontro. Então os judeus que estavam com Maria em casa para lhe apresentar condolências, ao verem-na levantar-se e sair rapidamente, seguiram-na, pensando que se dirigia ao túmulo para chorar, como era hábito. Quando chegou aonde estava Jesus, Maria, logo que O viu, caiu-Lhe aos pés e disse-Lhe:

 

- Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não tinha morrido.

 

Jesus, ao vê-la chorar, e vendo chorar também os judeus que vinham com ela, comoveu-Se profundamente e perturbou-Se. Depois perguntou:

 

- Onde o pusestes?

 

Responderam-Lhe:

 

- Vem ver, Senhor.

 

E Jesus chorou. Diziam então os judeus:

 

- Vejam como era seu amigo.

 

Mas alguns deles criticavam:

 

- Então Ele, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito que este homem não morresse?

 

Entretanto, Jesus, comovido no seu coração, chegou ao túmulo. Era uma gruta, com uma pedra posta à entrada. Disse Jesus:

 

- Tirem essa pedra.

 

Respondeu Marta, irmã do morto:

 

- Já cheira mal, Senhor, pois morreu há quatro dias.

 

Disse Jesus:

 

- Eu não te disse que, se acreditasses, vias a glória de Deus?

 

Tiraram então a pedra. Jesus, levantando os olhos ao Céu, disse:

 

- Pai, dou-Te graças por Me teres ouvido. Eu bem sei que sempre Me ouves, mas falei assim por causa da multidão que nos cerca, para acreditarem que Tu Me enviaste.

 

Dito isto, ordenou com voz forte:

 

- Lázaro, sai para fora.

 

O morto saiu, de mãos e pés enfaixados com ligaduras e o rosto envolvido num pequeno lençol chamado sudário. Disse Jesus:

 

- Tirem-lhe as ligaduras e ajudem-no para ele andar.

 

Então muitos judeus, que tinham ido visitar Maria, ao verem o que Jesus fizera, acreditaram n’Ele.

Palavra da salvação.

 

Comentário/homilia

A diferença entre as ressurreições de Lázaro, a de Jesus e a nossa.

Lázaro morreu no final da vida

Jesus ressuscitou para a Eternidade junto do Pai

Nós temos a possibilidade de ressuscitar para a Vida Eterna, para isso Jesus passou pela Cruz.

Possibilidade de diálogo

 

Pai Nosso

 

Comunhão

 

Acção de Graças individual

 

 

Oração pós-Comunnio     

 

Alma de Cristo, santificai-me. 
Corpo de Cristo, salvai-me. 
Sangue de Cristo, inebriai-me. 
Água do lado de Cristo, lavai-me 
Paixão de Cristo, confortai-me. 
Ó bom Jesus, ouvi-me. 
Dentro das Vossas chagas, escondei-me. 
Não permitais que eu me separe de Vós. 
Do inimigo maligno defendei-me. 
Na hora da minha morte, chamai-me. 
Mandai-me ir para Vós, 
Para que Vos louve com os Vossos Santos 
Pelos séculos dos séculos. Ámen.

 

Bênção e Envio