quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Celebrar com as crianças o Domingo 14/15 de Fevereiro - Domingo VI do Tempo Comum


 

2026-02-15

DOMINGO VI DO TEMPO COMUM



Oração coleta
Senhor nosso Deus,
que prometestes estar presente
nos corações retos e sinceros,
ajuda-nos a manter o nosso coração

digno para Te acolher. .

 

Por nosso Senhor Jesus Cristo, teu Filho, que é Deus
e contigo vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

 


Cf. Sir 15, 16-21
Leitura I

Leitura do Livro de Ben-Sirá
Se quiseres, guardas os mandamentos: ser fiel depende da tua vontade. Deus coloca diante de ti o fogo e a água: tu estendes a mão para o que desejares. Diante de cada pessoa estão a vida e a morte: Deus dá a liberdade a cada um de escolher. Porque é grande a sabedoria do Senhor, Ele é forte e poderoso e vê todas as coisas. Deus presta atenção a quem O ama e conhece-nos a todos.  O Senhor não mandou a ninguém fazer o mal, nem deu licença a ninguém de cometer o pecado.

Palavra do Senhor.


SALMO 118

Felizes os que seguem o caminho perfeito
e andam na lei do Senhor.
Felizes os que observam as suas ordens
e O procuram de todo o coração. Refrão

Promulgastes os vossos preceitos
para se cumprirem fielmente.
Oxalá meus caminhos sejam firmes
na observância dos vossos decretos. Refrão

Fazei bem ao vosso servo:
viverei e cumprirei a vossa palavra.
Abri, Senhor, os meus olhos
para ver as maravilhas da vossa lei. Refrão

Ensinai-me, Senhor, o caminho dos vossos decretos,
para ser fiel até ao fim.
Dai-me entendimento para guardar a vossa lei
e para a cumprir de todo o coração. Refrão


Cf.  Mt 5, 20-22a.27-28.33-34a.37
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

- Se a vossa justiça não for maior que a dos escribas e fariseus, vocês não vão entrar no reino dos Céus. Ouviram que foi dito aos antigos: ‘Não matarás; quem matar vai ser julgado’. Eu, porém, digo: Todo aquele que se irritar contra o seu irmão vai ser julgado. Ouviram que foi dito: ‘Não cometerás adultério’. Eu, porém, digo: Todo o homem que olhar para uma mulher com más intenções já está a cometer adultério com ela no seu coração. Vocês ouviram ainda que foi dito aos antigos: ‘Quando jurares, cumpre diante do Senhor o que juraste’. Eu, porém, digo que não jurem nunca, por razão nenhuma. A vossa linguagem deve ser: ‘Sim, sim; não, não’. O que passa disto vem do Maligno».

Palavra da salvação.


Oração Universal

Irmãos e irmãs em Cristo:

Oremos a Deus Pai todo-poderoso,

porque infinitamente bom,

para que nos ajude a cumprir

as palavras de Jesus,

dizendo:

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

1. Pelo Papa Leão XIV e pelos nossos bispos,

para que acordem no coração o amor

pelo reino dos Céus,

oremos.

 

2. Pelos pais, professores e catequistas

para que ensinem o caminho que Jesus ensinou

e que leva a Deus,

oremos.                                                                                

 

3. Pelas pessoas que estão a sofrer com as tempestades

que têm caído em Portugal

e por todas as pessoas que em todo o mundo

estão a sofrer por causa

de desastres da Natureza

oremos.

 

4. Pelas famílias desunidas,

pelas famílias abandonadas pelo pai,

pelas famílias abandonadas pela mãe

pelos filhos abandonados,

pelos avós abandonados,

para que voltem a sentir o amor de Deus

através da nossa ajuda e do nosso acolhimento,

oremos.

 

5. Por todos nós aqui presentes na assembleia do domingo

e que escutámos as palavras de Jesus no Evangelho,

para, com a ajuda de Deus, cumprirmos

o que Jesus manda

oremos.

 


Conclusão pelo Presidente da Celebração

 

 


Oração sobre as oblatas

Ó Deus, faz o pão e o vinho sobre o altar,

purifiquem os nossos corações,
para obedecermos sempre à tua vontade,
e no fim chegarmos ao Reino dos Céus.

Por Cristo nosso Senhor.


Oração depois da comunhão
Senhor, graças por nos alimentares

com a tua Palavra e com o Pão da vida,

que hão-de nos dar forças

para vivermos como teus filhos.


Por Cristo nosso Senhor.

 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Pai Nosso com Ámen ou sem Ámen


 

 

Tal como Moisés, depois de ter libertado o Povo da escravidão no Egipto e de o ter guiado através do Deserto durante 40 anos, não entrou na Terra Prometida, também João XXIII, que convocou inesperadamente um Concílio Ecuménico, mesmo com a oposição de muitos cardeais e o inaugurou a 11 de Outubro de 1962, não esteve no encerramento do mesmo por ter falecido a 3 de Junho de 1963.

Reunido o Conclave, foi eleito sucessor São Paulo VI, que encerrou os trabalhos conciliares a 8 de Dezembro de 1965.

Coube a São Paulo VI assinar e promulgar todos os documentos que emergiram do Concílio (Constituições, Decretos e Declarações) e os que resultaram das deliberações do mesmo.

Neste contexto, surge em 3 de Abril de1969, o Missal Romano segundo as directivas conciliares.

Um dos itens que alguns têm dificuldade em entender é a oração dominical, ou Pai Nosso, que, em boa hora, São Paulo VI aglutinou à oração pela paz, que é o primeiro dom do Ressuscitado. Ao longo da Eucaristia, os fiéis dirigem-se de modo geral a Deus Pai, mas ao recitar a oração que Jesus ensinou (não podemos esquecer que foi Jesus quem a ensinou), confirmamos a nossa situação de irmãos, filhos do mesmo Pai e manifestamo-lo com votos ou gestos de paz, uns com os outros.

Assim, ao terminar a recitação da oração que Jesus ensinou, não terminamos a nossa oração, continuamos com algo que de Jesus recebemos, logo após a Ressurreição “A paz esteja convosco”.

Por esta razão, na Eucaristia, ao terminar a recitação do Pai Nosso, não dizemos “Ámen”, porque a nossa oração não terminou e continuamos, acompanhando em silêncio as palavras do Presidente da celebração, que em nome de todos prossegue:

“Livrai-nos de todo o mal, Senhor, (…) Vós que sois Deus com o Pai na Unidade do Espírito Santo”

Neste momento termina a oração e o povo responde:

“Ámen”.

E de seguida realizamos o gesto da paz. Este gesto, que também parece de difícil compreensão para alguns fiéis, é de antiga tradição na Igreja. Já era praticado pelos primeiros cristãos no século I, como “ósculo da paz” e é mencionado na Bíblia, por São Paulo, em Romanos 16, 16.

Na recitação do Pai Nosso, fora da missa, portanto apenas a oração que Jesus ensinou, sem referir a paz que Ele nos doou, dizemos “sempre” Ámen”, porque a oração termina aí. Na missa, a oração preparatória da Comunhão começa com a recitação do Pai Nosso, mas prolonga-se no “embolismo”: “Livrai-nos de todo o mal, Senhor…”, como acima referido.

 

A propósito, podemos referir que a palavra “Ámen” é latim e devemos pronunciá-la como “pólen”, “gérmen”, “hífen”, Éden”, “líquen”, “dólmen”. Nunca “amãe”ou “amem”. Claro que este erro linguístico não afecta em nada a devoção ou valor da oração. É uma nota para quem quiser aprender.

 

Orlando de Carvalho