segunda-feira, 24 de março de 2025

24 Março 2025 - 33º Dia dedicado aos Missionários Mártires


 

Ao fim de 26 anos como pároco, o padre Óscar Romero foi ordenado arcebispo de El Salvador. Tinha
59 anos de idade e uma larga experiência de auxílio às populações carentes ou em risco.
Às 18 horas e 30 minutos de 24 de Março de 1980, Dom Óscar Romero foi assassinado com um
tiro no peito, por um esquadrão de extrema direita, enquanto presidia a uma missa na capela de um
hospital, entre doentes cancerosos e enfermeiros. Tornou-se em mais uma das 1015 pessoas assassinadas no seu país entre Janeiro e Março desse ano.
O arcebispo apelava à paz e à contenção nas agressões violentas entre militantes de extrema esquerda e extrema direita. Mas o que mais preocupava Dom Óscar era a extrema miséria em que vivia o povo do seu país. Desdenhou as ameaças de morte que ia recebendo, pois sabia que a sua função era anunciar o Evangelho de Jesus Cristo enquanto devia realizar a opção preferencial da Igreja pelos
pobres, definida pela mesma Igreja.
João Paulo II visitou o seu túmulo, detendo-se lá.

In Os Santos de João Paulo II, livro II, Orlando de Carvalho, Lusodidacta, página 212.
 
Publicação com a colaboração do missionário comboniano Fernando Jorge Félix Ferreira

Missionários e agentes pastorais mortos em 2024

 

“Podemos perguntar-nos: Como conseguiram sobreviver a tantas tribulações? E eles dir-nos-ão o que ouvimos nesta passagem da Segunda Carta aos Coríntios: “Deus é Pai misericordioso e Deus de toda a consolação.” Ele consolou-nos.

 

Escolhemos as palavras que o Papa Francisco pronunciou na Catedral de Tirana durante a sua Viagem Apostólica à Albânia em 2014, para introduzir o habitual relatório anual da Fides sobre os missionários e agentes pastorais mortos em todo o mundo em 2024.

 

Como de costume, a lista anual da Fides não se limita exclusivamente aos missionários ad gentes em sentido estrito, mas considera as definições de “missionário” e “missionária” alargando o horizonte para incluir todos os católicos envolvidos em obras pastorais e actividades eclesiásticas que encontraram a morte de forma violenta, mesmo que nem sempre tenha sido “por ódio à fé”.

 

Por esta razão, evitamos utilizar o termo “mártires”, excepto no seu sentido etimológico de “testemunhas”, para não interferir com os julgamentos que a Igreja possa fazer nos processos de canonização.

 

Números:

 

Em 2024, segundo dados verificados pela Agência Fides, foram assassinados 13 “missionários” católicos em todo o mundo, entre os quais oito sacerdotes e cinco leigos. Mais uma vez, a África e a América lideram este trágico recorde, com cinco vítimas em cada continente. Nos últimos anos, as duas regiões têm-se alternado no topo desta dolorosa estatística.

 

Especificamente, 6 homens foram assassinados em África (2 no Burkina Faso, 1 nos Camarões, 1 na República Democrática do Congo e 2 na África do Sul), 5 na América (1 na Colômbia, 1 no Equador, 1 no México e 1 no Brasil) e 2 na Europa (1 na Polónia e 1 em Espanha).

 

Como demonstram os dados verificados e comprovados sobre as suas biografias e as circunstâncias das suas mortes, os missionários e agentes pastorais assassinados não foram visados por causa de obras ou compromissos notórios, mas porque trabalhavam para dar testemunho da sua fé na vida quotidiana.

 

As breves notícias e testemunhos recolhidos sobre a vida e as circunstâncias que rodearam a morte violenta destas pessoas oferecem-nos um retracto da sua vida quotidiana, em contextos particularmente difíceis, marcados pela violência, miséria e injustiça. São testemunhas e missionários que ofereceram a sua vida a Cristo até ao fim, livremente e por gratidão.

 

Entre os agentes pastorais mortos em 2024 estão Edmond Bahati Monja, coordenador da Rádio Maria/Goma, e Juan Antonio Lopez, coordenador da pastoral social da diocese de Truijllo e membro fundador da pastoral ecológica integral das Honduras.

 

Edmond, que vivia numa zona do Kivu Norte abalada pelo avanço do grupo armado M23, foi morto a tiro por homens armados perto da sua casa, no distrito de Ndosho, nos arredores de Goma. O exército regular congolês, para reforçar as defesas da cidade, estabeleceu alianças ad hoc com outros grupos armados e forneceu armas a várias milícias conhecidas como Wazalendo (“Patriotas” em swahili). No entanto, a presença destes grupos armados irregulares fez aumentar a criminalidade violenta em Goma, onde os roubos e os assassínios estão na ordem do dia. O assassinato de Edmond Bahati, que se dedicava ao jornalismo de investigação sobre questões locais, parece estar ligado à paixão e ao empenhamento com que realizava o seu trabalho. Nos últimos dois anos, pelo menos uma dúzia de jornalistas foram mortos em Goma e arredores. Bahati tinha dedicado parte das suas investigações a documentar a violência dos grupos armados na região.

 

Juan Antonio López era conhecido pelo seu empenhamento na justiça social. A sua fé cristã dava-lhe força e coragem. O crime ocorreu poucas horas depois de López e outros líderes comunitários terem denunciado, numa conferência de imprensa, alegadas ligações entre membros da administração municipal de Tocoa e o crime organizado. O assassinato de López ocorre num contexto de crescente repressão contra os defensores dos direitos humanos nas Honduras. O Papa Francisco, durante a oração do Angelus de 22 de Setembro, sublinhou a importância de proteger aqueles que defendem a justiça. “Estou próximo daqueles cujos direitos fundamentais são espezinhados e daqueles que trabalham para o bem comum, respondendo ao grito dos pobres e da terra”, acrescentou o Papa, recordando o legado de López como um homem de fé que deu a vida pelos outros.

 

Entre os anos 2000 e 2024, o número total de missionários e agentes pastorais mortos ascende a 608. “Estes irmãos e irmãs podem parecer falhados, mas hoje vemos que não é assim. De facto, hoje como então, a semente dos seus sacrifícios, que parecia morrer, germina, dá fruto, porque Deus, através deles, continua a fazer maravilhas, mudando os corações e salvando os homens” (Papa Francisco, 26 de Dezembro de 2023, festa litúrgica do Protomártir Santo Estêvão).

 

Fabio Beretta, Agência Fides

 




33º dia dedicado aos Missionários Mártires

“Mártires, testemunhas da esperança que não desilude”

 

Vivemos este Dia de Oração e Jejum em memória dos Missionários Mártires no contexto do Jubileu que o Papa Francisco quis dedicar ao tema da esperança: “Peregrinos da Esperança”.

 

Há uma relação vital entre o tema do “martírio” e o tema da “esperança”: podemos dizer, sem sombra de dúvida, que não é possível pensar o martírio sem que ele é sustentado pela força vital da Esperança.

 

Já no relato dos Actos dos Apóstolos que descreve as atitudes do primeiro mártir, Santo Estêvão (Act 7,55-60), percebemos a serenidade com que o diácono Estêvão enfrenta o martírio: ele não aparece simplesmente como vítima da perseguição. A sua serenidade é fruto de uma esperança inabalável em algo maior, numa vida que vai para além da morte, porque a morte não tem a vitória final (1 Cor 15,54-55).

O olhar de Estêvão para o céu, quando é atingido pelas pedras, é a manifestação concreta dessa esperança em Cristo, o vencedor; uma esperança tão grande que lhe permite imitar o Mestre também na oração confiante e no perdão dos seus perseguidores.

 

O próprio Jesus tinha preparado os seus discípulos para a perseguição, não lhes escondendo o cansaço da missão. Já nas instruções do primeiro mandato missionário (Mt 10) Ele disse-lhes: “Eis que vos envio como ovelhas para o meio de lobos... Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas; e sereis levados à presença dos governadores e dos reis por minha causa, para lhes dar testemunho a eles e aos pagãos”. (vv. 16-18); e, mais claramente ainda, diz: “E não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma” (v. 28).

 

A perseguição é tão inevitável que Jesus até a incluiu nas bem-aventuranças: “Bem-aventurados sereis quando vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa” (Mt 5,11). E imediatamente Jesus acrescenta que essa bem-aventurança só é possível se for apoiada pela esperança, expressa no versículo seguinte: “Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa nos céus”. (v. 12).

 

A coragem, a capacidade e a força para enfrentar a perseguição - e a sua consequência extrema que consiste no martírio - são virtudes que fazem parte da identidade e da vida quotidiana dos discípulos do Senhor e devem ser assumidas conscientemente, não só porque a perseguição parece inevitável, mas também porque representam o caminho para tornar efetivo o testemunho da própria fé.

 

Manter viva a Esperança é, pois, o princípio vital que sustenta a missão dos discípulos mesmo nos momentos mais sombrios e nas situações de maior adversidade, temperando o seu carácter e tornando eficaz o seu testemunho.

 

S. Paulo, na sua carta aos Romanos, sublinha que o sofrimento produz a perseverança, a perseverança um carácter aprovado, e o carácter aprovado conduz à esperança: “Nós vangloriamo-nos mesmo na tribulação, sabendo que a tribulação produz a paciência, a paciência uma virtude provada, e a virtude provada a esperança. Assim, a esperança não desilude, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo.  “Ide e convidai” é o tema deste 33º DIA DE ORAÇÃO E DE JEJUM EM MEMÓRIA DOS MISSIONÁRIOS MÁRTIRES 2025. (Rm 5,3-5). Este ciclo evidencia como o martírio pode ser visto não só como um fim, mas como um meio através do qual a esperança se reforça e se manifesta.

 

O mártir, movido pela esperança, não se limita a sofrer a morte, mas transforma-a num testemunho poderoso, capaz de inspirar coragem, resiliência e fé.

 

O martírio, portanto, não é apenas um sacrifício pessoal, mas um testemunho para os outros crentes. O mártir torna-se um símbolo de esperança para toda a comunidade. Pensemos no exemplo da figura de S. Óscar Romero: pensavam que estavam a calar uma voz incómoda e, em vez disso, ele tornou-se um símbolo duradouro da luta por ideais maiores de e de solidariedade para com os mais pobres, inspirando assim muitas outras pessoas, grupos e movimentos no seu empenhamento pela justiça e pela liberdade. Num certo sentido, podemos dizer que o martírio, vivido e sustentado pela esperança, torna-se ele próprio um gerador de esperança.

 

Deixemo-nos iluminar pelos mártires de ontem e de hoje: eles abrem-nos à esperança viva na promessa do Senhor expressa em Apocalipse 2,10: “Sê fiel até à morte e dar-te-ei a coroa da vida”.

 

Reflexão temática do P. Giuseppe Pizzoli

Director Geral da Fundação Missio

 

24 de Março – D. Óscar Romero - Dia dos Missionários Mártires

 

 

Hoje, 24 de Março, dia em que celebramos a Memória Litúrgica de S. Óscar Romero, o arcebispo mártir de S. Salvador, a Igreja recorda os seus missionários mártires. Recordamos todos os que são perseguidos e mortos por causa da sua fé em Jesus e da opção por viver o Evangelho. Nem todos os mártires são mortos por causa do “ódio à fé”. A maior parte são mortos por causa do seu compromisso com a fé, que os leva a trabalharem e a lutarem pela justiça e pela paz, a exemplo do que fez S. Óscar Romero, no seu país, El Salvador. Os mártires recordam-nos do flagelo da perseguição em muitas regiões do mundo e da falta de liberdade religiosa. Deus nunca abandona quem lhe é fiel e, ao celebrarmos estes mártires, podemos contar com a sua intercessão por quem vive situações delicadas e vê atropelados os seus direitos humanos e religiosos.

 

P. José Rebelo

Director Nacional das Obras Missionárias Pontifícias

 


 

APELO DE CONVERSÃO À OLIGARQUIA

 

Agora, que estamos em tempo de Quaresma, que é tempo de conversão, quando se toma consciência do que é ser cristão, quero fazer um apelo fraternal e pastoral à oligarquia para que se converta, viva e faça valer o seu poderio económico para a felicidade do povo e não para a desgraça e ruína da nossa população. Se não me quiserem ouvir, ouçam pelo menos a voz do Papa João Paulo ll, que precisamente esta semana, ao começar a Quaresma, exortou os católicos do mundo a privarem-se das riquezas supérfluas para a ajuda aos necessitados, como sinal de penitência quaresmal. A propósito, gostaria de recordar o que o Papa Paulo Vl dizia sobre os dois modos de celebrar a Quaresma:

- nos países economicamente desenvolvidos

- e nos países pobres como o nosso, onde a Quaresma é perene porque se está sempre a jejuar.

Naqueles países, deve consistir em fazer prevalecer os valores da austeridade, privando-se de algo;

em países como o nosso, aqueles que sofrem permanentemente a fome e a privação devem dar um sentido penitencial à sua situação e não se conformarem com ela, mas sim trabalharem para que a justiça social impere no país.

Esta será a nossa melhor Quaresma: trabalhar pela justiça social e pelo amor aos pobres, como me recomendou o Papa João Paulo ll na minha visita a

Roma. O próprio Pontífice assinalou que esses bens, que não são necessários para uns, constituem um requisito essencial para a sobrevivência de centenas de milhões de seres humanos.

Destacando um ponto essencial da mensagem cristã, o Papa também disse que não importa à Igreja apenas que haja uma distribuição mais equitativa das riquezas: interessa-lhe que essa distribuição se dê porque existe realmente em todos os homens uma atitude de compartilhar não só os bens, mas até mesmo a vida, com aqueles que não gozam dos benefícios da sociedade. Isso é lindo! A justiça social não é tanto uma lei que ordene a distribuição; vista sob a óptica cristã, é uma atitude interna como a de Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre para poder compartilhar com os pobres o Seu amor. Espero que este apelo da Igreja não endureça ainda mais o coração dos oligarcas, mas sim os impulsione à conversão. Compartilhem o que são e têm.

Não continuem a calar com a violência quem lhes faz este apelo e muito menos continuem a matar aqueles que procuram fazer com que haja uma distribuição mais justa do poder e das riquezas no nosso país.

E digo isso na primeira pessoa, porque esta semana chegou-me um aviso de que estou na lista dos que serão eliminados na próxima semana. Mas que

fique registado que a voz da justiça já não pode mais ser morta por ninguém!

D. Óscar Romero (24-2-1980)

 

30 Dias após estas palavras, a 24 de março de 1980 (vai fazer 45 anos), ao fim da tarde, D. Óscar Arnulfo Romero y Galdámez, arcebispo de São Salvador, foi assassinado com um disparo à queima-roupa no coração, quando celebrava missa na capela do Hospital da Divina Providência, na colónia Miramonte, em São Salvador.


 

Proposta para Encontro de Catequese sob o tema

As Bem-aventuranças completam os Dez Mandamentos
 
A mensagem está aqui, com exemplos de vários mártires:
 
https://diesdomini8.blogspot.com/2018/03/as-bem-aventurancas-completam-os-dez.html

Oração:
Pai do céu, que concedestes aos Missionários Mártires a graça de sofrerem em nome de Cristo, vinde em nosso auxílio, para que, a exemplo dos que morreram corajosamente por Vós, saibamos dar firme testemunho da fé com a nossa vida. Por Nosso Senhor Cristo, Vosso Filho, que é Deus e que contigo vive e reina na unidade do Espírito Santo, por todos séculos dos séculos.
R. Amém



sábado, 22 de março de 2025

Celebrar com as crianças o Domingo 30 de Março (IV da Quaresma)


 

2025-03-30

DOMINGO IV DA QUARESMA


Nesta Missa usa-se a cor roxa ou a cor rosa. É permitido o toque de instrumentos e pode adornar-se o altar com flores.

Não se diz o Glória.

Oração coleta
Senhor nosso Deus,

a tua Palavra faz a paz entre as pessoas.

Dá-nos fé e coração generoso

para caminharmos alegremente para a Páscoa.

 

Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.


Cf. Jos 5, 9a.10-12
Leitura
de Josué


Naqueles dias, disse o Senhor a Josué:

- Hoje tirei de vocês a vergonha que passaram no Egito.

Os filhos de Israel acamparam em Gálgala e celebraram a Páscoa, no dia catorze daquele mês, à tarde, na planície de Jericó.

No dia seguinte à Páscoa, comeram dos frutos da terra: pães ázimos e espigas assadas nesse mesmo dia. Quando começaram a comer dos frutos da terra, no dia seguinte à Páscoa, acabou o maná. Os filhos de Israel não voltaram a ter o maná, mas, naquele ano, já se alimentaram dos frutos da terra de Canaã.

 

Palavra do Senhor.

 
Salmo 33
Refrão: Saboreai e vede como o Senhor é bom. Repete-se


A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
A minha alma gloria-se no Senhor:
escutem e alegrem-se os humildes. Refrão
Enaltecei comigo ao Senhor
e exaltemos juntos o seu nome.
Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade. Refrão
Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias. Refrão

 


Cf. Lc 15, 1-3.11-32

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S. Lucas
Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem. Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo:

- Este homem acolhe os pecadores e come com eles.

Jesus disse-lhes então a seguinte parábola:

 

Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai:

- Pai, dá-me a parte da herança que me toca.

Então o pai fez partilhas e distribuiu o seu dinheiro pelos dois filhos. Alguns dias depois, o filho mais novo, juntou todas as suas coisas e foi-se embora para um país distante e por lá gastou tudo o que tinha recebido do pai em festas e a fazer muitas asneiras. Depois de gastar tudo, houve uma grande fome naquele país e ele já não tinha dinheiro para comida nem para nada.

Então começou a trabalhar para um homem rico e o seu trabalho era guardar porcos.

Ele bem queria matar a fome com as alfarrobas e a comida dos porcos, mas ninguém lhe dava autorização para isso.

Então, o jovem pôs-se a pensar:

- Na casa do meu pai há muitos trabalhadores que têm muita comida, mas eu vim para aqui e estou a morrer à fome! Vou-me embora, vou ter com o meu pai e dizer-lhe:

“Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho, mas trata-me como um dos teus trabalhadores.”

Pôs-se a caminho e foi ter com o pai. Ainda ele estava longe, quando o pai o viu. O pai encheu-se de compaixão e correu a lançar-se-lhe ao pescoço para o abraçar e cobriu o filho de beijos.

Disse-lhe o filho:

- Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho.

Mas o pai disse aos criados:

- Tragam depressa a melhor roupa para vestir ao meu filho. E um anel para o seu dedo e sandálias para os pés. Tragam o vitelo gordo e matem-no. Vamos comer e fazer festa, porque este meu filho estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado.

E começou a festa.

Ora o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos trabalhadores e perguntou-lhe o que era aquilo. O trabalhador respondeu-lhe:

- O teu irmão voltou e o teu pai mandou matar o vitelo gordo, porque ele chegou são e salvo.

O rapaz ficou zangado e não queria entrar. Então o pai veio cá fora insistir com ele. Mas ele respondeu ao pai:

- Há tantos anos que trabalho para ti, sem nunca desobedecer a uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos. E agora, quando chegou esse teu filho, que gastou a tua riqueza com mulheres de má vida, mataste-lhe o vitelo gordo.

Disse-lhe o pai:

- Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado.

 

Palavra da salvação.        

 

 

Oração Universal
Irmãs e irmãos em Cristo:

Oremos ao Pai do Céu,

ele que está sempre à nossa espera

para nos perdoar quando regressamos ao seu colo

dizendo:

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

1. Para que o Papa Francisco, os bispos e os padres,

que são os ministros do perdão que vem de Deus,

acolham os pecadores que se convertem,

oremos.

 

2. Para que os cristãos que se afastaram de Deus Pai,

por fazerem pecados,

se ponham a pensar e sintam no seu coração

vontade de voltar e se juntem à Igreja

oremos.

 

3. Para que as pessoas que não sabem perdoar

aprendam a fazer festa e a ficar alegres,

e não fiquem mais zangadas,

quando os pecadores se arrependem e se voltam para Deus,

oremos.

 

4. Para que as famílias que têm filhos pródigos

sejam consoladas, por Ti, ó Deus,

os filhos se arrependam e voltem à casa de família

e os pais os recebam de braços abertos.

oremos.

 

5. Para nós fazermos como o filho pródigo,

pensarmos nos nossos pecados

e  nos prepararmos para celebrar a Páscoa

com o coração livre de manchas de pecado

oremos.

 

CONCLUSÃO DO PRESIDENTE

 


Oração sobre as oblatas
Vimos ao teu altar, Senhor, apresentar o pão e o vinho com alegria

E com a esperança de que os aceites para a salvação do mundo.

 

Por Cristo nosso Senhor.            


Oração depois da comunhão
Senhor nosso Deus,

Tu és a nossa luz

ilumina os nossos corações com a tua graça

para Te amarmos sempre.

Por Cristo nosso Senhor.

 

quinta-feira, 13 de março de 2025

Celebrar com as crianças o Domingo 23 de Março (III da Quaresma)


 

2025-03-23

DOMINGO III DA QUARESMA

 

Não se diz o Glória.

Oração coleta
Senhor nosso Deus,

De Ti recebemos toda a misericórdia e toda a bondade,

Tu ensinaste-nos que o remédio para os nossos pecados

É fazer jejum e oração e amar os irmãos.

Olha para nós com bondade e dá-nos o teu perdão

Para alegrar os nossos corações.

Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

Propomos a proclamação da Primeira Leitura em diálogo, com três intervenientes: Narrador, Moisés e Deus. Bem ensaiado, porque é da Palavra de Deus que se trata. Ou então, não optem pela proclamação em diálogo.


Cf. Ex 3, 1-8a.13-15
Narrador:

Leitura do Livro do Êxodo
Naqueles dias, Moisés guardava o rebanho seu sogro Jetro. Ao levar o rebanho para longe no deserto, chegou ao monte de Deus, o Monte Horeb. Apareceu-lhe então o Anjo do Senhor numa chama ardente, do meio de umas silvas. Moisés olhou para as silvas, que estavam a arder, e viu que as silvas não se consumiam. Então Moisés pensou:

Moisés: Vou aproximar-me, para ver esta coisa espectacular: por que motivo as silvas não ficam queimadas?

Narrador: O Senhor viu que ele se aproximava para ver. Então Deus chamou Moisés do meio das silvas:

Deus: Moisés, Moisés!

Narrador: Ele respondeu:

Moisés: Aqui estou!

Narrador: Continuou o Senhor:

Deus: Não te aproximes. Tira as sandálias dos pés, porque o lugar que pisas é terra sagrada.

Narrador: E acrescentou:

Deus: Eu sou o Deus dos teus pais, Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacob.

Narrador: Então Moisés cobriu o rosto, com medo de olhar para Deus.

Disse-lhe o Senhor:

Deus: Eu vi a situação miserável do meu povo no Egito e escutei o choro provocado por aqueles que os maltratam. Conheço bem o seu sofrimento. Desci para libertar o meu povo das mãos dos egípcios e o levar deste país para uma terra boa e grande, onde corre leite e mel.

Moisés disse a Deus:

Moisés: Vou procurar os filhos de Israel e dizer-lhes: ‘O Deus de vossos pais enviou-me a vós’. Mas se me perguntarem qual é o seu nome, que hei-de responder-lhes?

Narrador: Disse Deus a Moisés:

Deus: Eu sou ‘Aquele que sou’.

Narrador: E continuou:

Deus: Vais falar assim aos filhos de Israel: O que Se chama ‘Eu sou’ enviou-me para vir ter com vocês.

Narrador: Deus disse ainda a Moisés:

Deus: Assim falarás aos filhos de Israel: ‘O Senhor, Deus de vossos pais, Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacob, enviou-me a vocês. Este é o meu nome para sempre, assim devem chamar-Me, vocês, os vossos filhos e os filhos deles e todos os seus descendentes’.

 

Narrador: Palavra do Senhor.

 



Salmo 102
Refrão: O Senhor é clemente e cheio de compaixão. Repete-se

Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e todo o meu ser bendiga o seu nome santo.
Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e não esqueças nenhum dos seus benefícios. Refrão

Ele perdoa todos os teus pecados
e cura as tuas enfermidades.
Salva da morte a tua vida
e coroa-te de graça e misericórdia. Refrão

O Senhor faz justiça
e defende o direito de todos os oprimidos.
Revelou a Moisés os seus caminhos
e aos filhos de Israel os seus prodígios. Refrão

O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade.
Como a distância da terra aos céus,
assim é grande a sua misericórdia
para os que O temem. Refrão


Cf. Lc 13, 1-9

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S. Lucas
Naquele tempo, vieram contar a Jesus que Pilatos tinha condenado à morte certos galileus de maneira que o sangue deles se misturou com o de animais que eram imolados. Jesus respondeu-lhes:

- Vocês julgam que, por esses homens da Galileia terem sofrido esse castigo, eles eram mais pecadores do que todos os outros galileus? Eu digo-vos que não. E vocês, se não se arrependerem, vão morrer todos do mesmo modo. Vocês sabem daqueles dezoito homens que foram atingidos quando a torre de Siloé caiu e que morreram? Vocês julgam que eles eram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém? Eu digo-vos que não. E se vocês não se arrependerem, vão morrer todos de modo semelhante.

Jesus disse então a seguinte parábola:

«Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi procurar os frutos da figueira, mas não encontrou nenhum. Disse então ao empregado que tomava conta da vinha: ‘Há três anos que venho procurar frutos nesta figueira e não encontro nada. Deves cortar esta árvore. Porque razão há-de estar ela a ocupar espaço na vinha se não dá nada?’ Mas o empregado respondeu-lhe: ‘Senhor, deixa-a ficar ainda este ano, que eu, entretanto, vou cavar a terra em volta e deitar-lhe adubo. Talvez venha a dar frutos. Se não der, tu mandas cortá-la no próximo ano».

 

Palavra da salvação.        

 

 

Oração Universal
Irmãos e irmãs em Cristo:

Oremos ao Deus vivo,

que revelou a Moisés o seu nome santo,

pedindo pelas necessidades da Igreja e do mundo,

dizendo, confiadamente:

R. Salvador do mundo, salvai-nos.

 

1. Pela Igreja, que somos todos nós,

Para escutarmos com atenção a voz de Deus que nos fala,

como falou a Moisés nas silvas em fogo,

e contarmos aos outros com alegria o que ouvimos da parte de Deus

oremos.

 

2. Pelas vítimas de violência dentro da própria família,

Pelos filhos maltratados, pelos avós abandonados,

Pelas mulheres e maridos que não se amam e se maltratam,

E também pelos que fazem o pecado de maltratar os familiares,

Para que abram os seus corações

E deixem entrar o amor do Senhor

oremos.

 

3. Por nós cristãos e todos os cristãos

Para aproveitarmos a Quaresma

Para nos arrependermos dos nossos pecados

Pedirmos perdão a quem fizemos mal

E perdoarmos as pessoas que nos fizeram mal,

Sabendo que todo o perdão vem de Deus,

oremos.

 

4. Pelas pessoas que estão doentes

Mas estão sozinhas e não têm quem as ajude

Pelas pessoas que vivem tristes e choram

Pelas pessoas que são vítimas de agressões, de bullying,

E que são tratadas com injustiça,

Mas também por quem faz sofrer essas pessoas,

oremos.

 

5. Pelos que não conhecem Jesus e o Evangelho

E pelos cristãos que não anunciam Jesus e o Evangelho aos outros

oremos.

 

CONCLUSÃO DO PRESIDENTE

 


Oração sobre as oblatas
Senhor, olha para esta Eucaristia que celebramos,

E faz com que a gente peça o perdão dos nossos pecados

Ao mesmo tempo que perdoamos aos nossos irmãos.

 

Por Cristo nosso Senhor.            

Oração depois da comunhão
Senhor, Tu és tão bom que

nós vivemos ainda na terra,

e já nos alimentas com o pão do céu.

Pedimos que nos ajudes a levar

A felicidade, a alegria e o amor que aqui recebemos

Para distribuir às outras pessoas.

Por Cristo nosso Senhor.