sábado, 3 de abril de 2021

DAR A VIDA PARA QUE HAJA MAIS VIDA


 

DAR A VIDA PARA QUE HAJA MAIS VIDA:

COMO FOI A VIDA DA SENHORA, NOSSA MÃE

 

Ninguém seguiu mais fielmente Jesus que a Sua Mãe. Foi a primeira no chamamento e foi a primeira na fidelidade do seguimento até ao Calvário e, por isso mesmo, até à manhã da Páscoa, no encontro com o Filho Ressuscitado.

 

Maria realizou na sua vida, um programa de serviço e doação total, como prometera na Anunciação: “Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38).

 

Ser o servo de Deus foi também a vocação de Jesus. Foi essa a Sua identidade essencial. Veio ao mundo para Se dar como um servo ao Seu Senhor. Foi esse o caminho que lhe foi traçado pela profecia do livro de Isaías: “Aprouve ao Senhor esmagar o Seu Servo, pelo sofrimento. Ao oferecer a Sua vida, como sacrifício de expiação, graças a Ele, se cumpriu o desígnio do Senhor” (Is 53, 10).

 

Está anunciada a lei da vida. Para que atinja a plenitude, ela tem que dar-se. Se não se dá a vida, a morte acontece.

 

É o que Jesus nos diz no Evangelho: “O Filho do homem veio para servir e dar a vida como resgate pela multidão” (Mc 10,45), o preço que Jesus teve que pagar, na sua missão neste mundo, foi dar-se sempre, no pouco e no muito, até se dar todo na morte.

 

Por isso, recebeu a gloriosa vida de Ressuscitado e nela uniu a vida de plenitude dos que o aceitaram, na fé e no seguimento de discípulos.

 

Por aqui passa a identidade de cada cristão: ser servo, dando-se aos outros. E também sem essa atitude essencial, não há possibilidade de existir Igreja, nem nenhuma das suas comunidades. Assim o ensinou Jesus: “Quem, entre vós, quiser tornar-se grande, tem de ser vosso servo, tem de ser escravo de todos” (Mc 10, 43-44).

 

É esta a novidade que cada um de nós deve anunciar neste mundo da lei do egoísmo, que é o nosso. Maior novidade será ao partir da Comunidade cristã, em que cada um se dá, em amor e na entrega generosa da sua vida.

 

Cónego Manuel Marques Gonçalves (1931-2020)

 

18.10.2009

 

 

DEUS RESSUSCITOU JESUS, AO TERCEIRO DIA (Act 10,40)

A Páscoa é, cada ano, um primeiro dia da semana cristã e é sempre um primeiro dia da nossa vida e mesmo da vida da humanidade. É um alvorecer dum tempo novo, com uma nova luz e um novo calor de vida nova. Renasce pelo Espírito uma nova esperança de mudança e de transformação.

 

Assim acontece, porque um dia, de manhã, aconteceu a Páscoa de Jesus, na Sua passagem para o Pai, quando “O ressuscitou ao terceiro dia “ (Act 10, 40) e “ O constituiu Senhor e Cristo” (Act 2, 36). Então, Maria Madalena, Simão Pedro e João correram ao Sepulcro de Jesus e não encontraram o Seu corpo morto. Viram tudo o que estava ligado ao Corpo, dobrado, enrolado, em ordem, mas Jesus não estava. “Viram e acreditaram” (Jo 20, 8). Nós também vejamos a sabedoria e a ordem de tudo o que Jesus fez e acreditemos que Ele ressuscitou e entrou numa nova vida, vida de transformação espiritual e de plenitude da Sua humanidade.

 

“O Senhor ressuscitou verdadeiramente”: Cantemos com fé renovada, com a Igreja, neste Dia de Páscoa.

 

Olhemos para a nossa vida e para todas as maravilhas que Deus nela fez e acreditemos que nós também ressuscitámos com Cristo. Não só nós cristãos, mas toda a humanidade e todo o Universo participa da Ressurreição de Jesus.

 

Seja tudo diferente, um diferente melhor, na nossa vida e nas nossas ideias e projectos da nossa história.

 

Deixemos que entrem em nós as palavras que hoje nos diz São Paulo: “Se ressuscitastes com Cristo, aspira às coisas do alto, onde Cristo se encontra, sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra” (Col 3, 1-2).  

 

Cónego Manuel Marques Gonçalves (1931-2020)

 

 

04.04.2010        

 

 


 

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Que ensina a Bíblia sobre José?


 

Ano de S. José

Que ensina a Bíblia sobre José?

 

I

O anjo Gabriel foi enviado por Deus uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José, que era descendente de David. E o nome da virgem era Maria (cf. Lc 1,26-27)

Este, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Messias, era filho de Jacob (cf. Mt 1,16)

José marido justo não queria denunciar Maria e pensava em deixá-la, sem ninguém saber. Enquanto José pensava nisso, o Anjo do Senhor apareceu-lhe em sonho e disse: «José, filho de David, não tenhas medo de receber Maria como esposa, porque Ela concebeu pela acção do Espírito Santo (cf. Mt 1,19-20)

Ela dará à luz um Filho, ao qual darás o nome de Jesus, pois Ele vai salvar o seu povo dos seus pecados» (Mt1,21)

Quando acordou, José fez conforme o Anjo do Senhor havia mandado: levou Maria para casa e, sem ter relações com Ela, Maria deu à luz um Filho. E José deu-Lhe o nome de Jesus (Mt 1,24-25)

José que era da família e descendência de David. Subiu da cidade de Nazaré, na Galileia, até à cidade de David, chamada Belém, na Judeia, para se registar com Maria, sua esposa, que estava grávida. Enquanto estavam em Belém, completaram-se os dias para o parto, e Maria deu à luz o seu filho primogénito. Ela enfaixou-O e colocou-O numa manjedoura, pois não havia lugar para eles na hospedaria (cf. Lc 2,4-7)

Quando os anjos se afastaram, voltando para o céu, os pastores combinaram entre si: «Vamos a Belém ver este acontecimento que o Senhor nos revelou». Foram, então, à pressa, e encontraram Maria e José e o Recém-nascido deitado na manjedoura (Lc 2,15-16)

II

Depois que os magos partiram, o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e foge para o Egipto! Fica lá até que te avise. Porque Herodes vai procurar o Menino para O matar». José levantou-se de noite, tomou o Menino e sua Mãe e partiu para o Egipto. Lá ficou até à morte de Herodes» (Mt 2,13-15)

Quando Herodes percebeu que os magos o haviam enganado, ficou furioso. Mandou matar todos os meninos de Belém e de todo o território ao redor, de dois anos para baixo, calculando a idade pelo que tinha averiguado dos magos. (Mt 2,16)

Quando Herodes morreu, o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egipto, e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e volta para a terra de Israel, pois já estão mortos aqueles que procuravam matar o Menino». José levantou-se, pegou no Menino e na sua Mãe e voltou para a terra de Israel. Mas, quando soube que Arquelau reinava na Judeia, como sucessor de Herodes, seu pai, teve medo de ir para lá. Por isso, depois de receber aviso em sonho, José partiu para a região da Galileia e foi morar numa cidade chamada Nazaré. Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelos profetas: «Ele será chamado Nazareno» (Mt 2,19-23)

III

Jesus tinha cerca de trinta anos quando começou a sua actividade pública. E, conforme se pensava, Ele era filho de José, filho de Eli, [etc. genealogia até Adão] (Lc 3,23-38)

Todos aprovavam Jesus, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. E diziam: «Não é este o filho de José?» (Lc 4,22)

Naquele tempo, Jesus ensinava as pessoas na sinagoga, de modo que ficavam admiradas. Diziam: «De onde vêm esta sabedoria e estes milagres? Este homem não é o filho do carpinteiro? A sua Mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? (Mt 13,54-55)

Quando chegou o sábado, Jesus começou a ensinar na sinagoga. Muitos que O escutavam ficavam admirados e diziam: «De onde vem tudo isto? Onde foi que arranjou tanta sabedoria? E esses milagres que são realizados pelas suas mãos?  

Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E suas irmãs não moram aqui connosco?» E ficaram escandalizados por causa de Jesus (Mc 6,2-3)

Naquele tempo as autoridades dos judeus começaram a criticar, porque Jesus tinha dito: «Eu sou o pão que desceu do Céu».  

E comentavam: «Esse Jesus não é o filho de José? Nós conhecemos o pai e a mãe d'Ele. Como é que Ele diz que desceu do Céu?» (Jo 6,41-42)

 

Composição por Orlando de Carvalho