Mostrar mensagens com a etiqueta São José. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta São José. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 27 de abril de 2017

História de José, o Carpinteiro

Madeira de cedro laminada a ouro, Família Montalvo


O texto Apócrifo do Novo Testamento História de José, o Carpinteiro deve ter sido escrito pelos séculos VI ou VII.

O texto é apresentado como um relato de Jesus aos Apóstolos, no Monte das Oliveiras, que estes mais tarde registaram por escrito. É um texto apócrifo, quer dizer, não mereceu credibilidade à Igreja, até porque foi redigido muito tardiamente. Conterá certamente alguma veracidade, por isso citamos algumas passagens, pelo menos como curiosidade.

José, o Carpinteiro, viúvo, teria sido encarregue de receber em sua casa e cuidar da jovem Maria até ela atingir a idade de casar, cerca dos 14 anos. Com ele viviam já as suas duas filhas e os filhos Tiago e Judas, crianças do seu casamento.

José teria emigrado para o Egipto e vivido até aos 111 anos, manifestando grande juventude.

Avisado numa aparição de que a sua morte estava próxima, foi a Jerusalém, ao Templo. Morreu sendo arrebatado aos céus por anjos.

Orlando de Carvalho

segunda-feira, 16 de março de 2015

Santo André (Alfredo Besset) recordado no Dia do Pai

André (Alfredo Bessette)

Frei André foi um grande impulsionador da devoção a São José. Nasceu em 9 de Agosto de 1845 em Montreal, no Canadá, e foi baptizado como Alfredo Bessette. Aos nove anos ficou completamente órfão: o pai morreu num acidente de trabalho e a mãe de tuberculose. Foi adoptado por uns tios. Alfredo experimentou os mais diversos trabalhos, no campo, como sapateiro, padeiro, ferreiro; emigrou para os Estados Unidos, onde trabalhou numa fiação. A sua fraca saúde obrigou-o a abandonar o trabalho na fiação e também quase chegou a impedir a sua entrada na Congregação da Santa Cruz aos vinte e cinco anos de idade. Na vida religiosa adoptou o nome de André e foi-lhe confiado o cargo de porteiro do Colégio de Notre Dame, que ele ocupou com humildade e alegria durante quarenta anos. Não tinha horas vagas porque as ocupava rezando o terço ou em diálogo de oração com São José. Tornou-se popular e querido do povo por causa de um dom com que o Espírito Santo o beneficiou: a cura dos doentes. A uns, Frei André friccionava com um óleo usado na iluminação, e que depressa começou a ser denominado “óleo de São José”, noutro caso friccionou um aluno com uma medalha de São José! Enfim, pedindo a intersecção de São José, o Irmão André conseguiu a cura para muitas pessoas.
Primeiro, perante uma certa suspeita das autoridades eclesiásticas, depois eram estes mesmos que a ele recorriam, em casos mais graves. Desde há muito que a Congregação da
Santa Cruz tentava comprar uma colina fronteira ao Colégio, mas sem sucesso. O Irmão José “plantou” ou “semeou” medalhas de São José nessa colina, quer dizer, enterrou medalhas no solo, e logo os donos inexplicavelmente cederam às pretensões da Congregação, para lhes ceder o dito outeiro. André promoveu a erecção de uma estátua de
São José, bem como uma pequena capela onde se mantém a devoção ao pai adoptivo de Jesus. Voltou para junto do Pai Celeste e para a companhia do seu querido São José a 6 de
Janeiro de 1937. Era tão grande a sua popularidade e fama de santidade, que foi declarado luto nacional no Canadá e milhares de pessoas incorporaram-se no seu funeral.

O Pai confiou o seu Filho ao mais humilde, de coração aberto e despretensioso dos homens,
daquele tempo. Configuremo-nos com São José, para podermos também ser iluminados com a graça de receber o mesmo Jesus Cristo.

In Orlando de Carvalho, Os Santos de João Paulo II, Livro III.