quinta-feira, 14 de setembro de 2023

À CRUZ

 


14 de Setembro - Exaltação da Santa Cruz

À CRUZ

 

ü Adoro-te, sinal de saúde, preço da glória, consagrada com os braços e sangue de meu Senhor Jesus Cristo!

ü Adoro-te, bandeira de Suas batalhas,

ü guia de Seus escolhidos,

ü triunfo de Suas Vitórias,

ü amparo de Seus servos,

ü sinal de Seus filhos!

ü Adoro-te, sabedoria escondida,

ü luz do mundo não conhecida,

ü honra dos que te servem , seguro dos que te levam,

ü coroa dos que te abraçam,

ü prémio dos que te amam,

ü salvação dos que a ti se entregam!

ü Quem em ti morre, vive;

ü quem em ti vive, reina;

ü quem te ama, está contente;

ü quem te deseja acerta;

ü e quem te abraça, enriquece.

ü Adoro-te, árvore de vida, em que está o fruto de que todos vivemos, o Filho de Deus vivo!

ü Adoro-te, direita balança, que a nenhuma parte pendes, e em ti só é conhecida a justiça válida e peso de todas as cousas.

ü Quem tem por ti apreço, é de Deus estimado, e quem de ti é abatido, dEle é desprezado.

ü Adoro-te verdadeira e própria figura do divino amor, que em ti arde e resplandece, porque tua altura penetra no céu, tua estatura é muito direita, segura, justa e desapegada de toda a cousa viscosa da Terra.

ü Teu pé penetra o centro de todas as cousas, o íntimo dos corações, e chega ao inferno.

ü Teus braços nunca se encolhem, mas alargam-se a todos os cabos da Terra.

ü Tua face nunca arruga, de ninguém foge, a ninguém se encobre, ninguém despreza nem lança de si, mas todos à tua sombra recolhes, todos amparas, para todos estás descoberta e aparelhada: nada temes, nada receias, nada queres senão orações, e teu título e coroa é reinado e glória.

ü Ardendo ficaste sempre no amor a’O que em ti se sacrificou, e esse fogo dás a todos os que te buscam e amam.

ü Em ti está a saúde e a vida;

ü em ti, a confusão dos inimigos;

ü em ti, a comunicação da suavidade soberana;

ü em ti, a fortaleza do coração;

ü em ti, a alegria do espírito;

ü em ti , a suma virtude;

ü em ti, a perfeição da santidade;

ü em ti, a saúde da alma;

ü em ti, a esperança certa de glória.

ü Os errados, por ti são tornados a certos caminhos;

ü os cegos da alma, por ti são iluminados;

ü os ignorantes, por ti são ensinados e em ti se fazem sábios;

ü por ti são os pecadores recebidos e em ti são justificados.

ü O mundo em ti se emparvoece e se confunde;

ü a soberba em ti é derribada e a humildade coroada.

ü Tu confirmaste os apóstolos,

ü consagraste os mártires,

ü deste vitória às virgens,

ü santificastes todos os justos,

ü alegras os anjos,

ü sustentas e acrescentas a Igreja e povoas o Paraíso.

ü Tu no dia do juízo virás diante de Jesus, para glória de Seus amigos e perpétua confusão de Seus inimigos.

ü Aqui me ofereço a ti, aqui te abraço, aqui te tomo, como meu Senhor Jesus Cristo por meu perpétuo amparo, por minha luz e sabedoria, por minha guia e seguro do meu desterro.

ü Não me deixes nunca, nem te apartes de mim.   

 

Frei Tomé de Jesus (1529-1582)

 

 

terça-feira, 12 de setembro de 2023

Olhar sobre as JMJ Lisboa 2023

 Comitê da JMJ 2023 virá ao Brasil incentivar participação no evento

 

 

Olhar sobre as JMJ Lisboa 2023

 

As JMJ são essencialmente uma atitude de evangelização. De contrário não teriam que ver com a Igreja e o seu múnus pastoral. A Igreja não tem no seu cardápio a organização de arraiais. As romarias têm uma parte espiritual, litúrgica, como se queira chamar, e outra de baile e comes e bebes e divertimentos. Isto é, missa, com ou sem sermão, e arraial. Isto acontece à maneira que o Evangelho relata o Anúncio como foi realizado por Jesus. Não há volta a dar. Eu sei que há paróquias (coitadas das paróquias, mas não tenho outro termo, incluo vários tipos de comunidades) que não aceitam que a festa do orago inclua festa popular; por outro lado, há paróquias (párocos) que investem tudo no bailarico e na digestão.

Que tem isto a ver com as Jornadas Mundiais da Juventude?

Não, não ensandeci. Em Igreja tudo tem a ver com tudo.

 

Há pontos de contacto, pelo menos, entre a JMJ e o ICNE. O Congresso Internacional para a Nova Evangelização teve sessões em Viena 2003 (Arcebispo Shönborn), Paris 2004 (Arcebispo Lustigier), Lisboa 2005 (Patriarca Policarpo), Bruxelas 2006 (Arcebispo Daneels) e Budapeste 2007 (Arcebispo Péter Erdo).

Respondendo ao apelo do Papa João Paulo II, estes bispos-cardeais avançaram com a organização de um congresso para reflectir sobre o tema Nova Evangelização. O congresso teria 4 sessões, depois ampliadas para 5, nas cidades destes cardeais.

Não foi aberta a todo o público, não havia estrutura para tal, mas foi um conjunto de conferências, debates, celebrações.

E as cinco dioceses enviaram representantes às sessões das outras cidades participantes. Vieram participar católicos de outras dioceses e de outros países, por exemplo de Inglaterra.

Logo desde Viena, uma das acções que tiveram melhor acolhimento pelos participantes foi a abertura das portas das igrejas, em alguns casos 24 horas por dia. Os congressistas insistiram que fosse uma conclusão do Congresso precisamente o alargamento do período das portas das igrejas, dos locais de culto público. E que abrissem as portas em igrejas em maior número. Este anseio não foi apenas constatado na Áustria, mas em todas as sessões do Congresso. Não obstante, sendo praticamente o único pedido dos congressistas, os solícitos cardeais a responder à solicitação do Papa, não deram cumprimento, de modo nenhum, a esse pedido.

O Congresso valeu para mim pelo contacto que tive com pessoas de outras culturas mas que estavam unidas na mesma fé e com as mesmas ambições: construir uma Nova Evangelização, pela participação conjunta em celebrações e encontros pastorais. Mais nada. O Congresso acabou e quando acabou: Ponto final. Perante a solicitação de outras dioceses europeias para darem continuidade ao Congresso nas suas cidades, os quatro cardeais que já tinham acolhido Budapeste, não acederam a dar continuidade ao ICNE.

 

Estive numa reunião preparatória do Jubileu dos Acólitos em Lisboa, onde os representantes dos acólitos das várias paróquias manifestaram o desejo de ir em procissão, ou marcha, do centro da cidade até ao Jerónimos, dando testemunho público. E outras iniciativas. O padre do Patriarcado responsável pelo sector dos acólitos, e hoje juiz, não autorizou porque “sabia” que depois não aparecia ninguém da parte dos acólitos e o sector ia fazer má figura. Não obstante os presidentes das associações de acólitos, ou outros representantes presentes, se comprometerem a assumir as responsabilidades inerentes. Que Deus perdoe. Aconteceu como na situação que relato do travão que os cardeais puseram ao prosseguimento do ICNE.

Se dava muito trabalho aos já idosos cardeais, se dava muito trabalho ao tal padre do sector da liturgia, orientarem o seguimento do ICNE ou a manifestação dos acólitos, que passassem a tarefa a outros.

 

As JMJ são importantes. São um marco na vida de quem participa. Falo pela experiência do que presenciei. Mas podem sufocar.  

Um jovem meu familiar esteve como voluntário responsável num local de acolhimento de peregrinos em Lisboa. Algumas dezenas de jovens. Que vieram de longe. A relação estabelecida foi de tal ordem, que ele está a receber correspondência, electrónica, claro, convidando-o a ir às Ilhas Maurícias como visita desses que estiveram aqui como peregrinos. Convidam-no a ele para ficar nas casas de família deles. Fomos capazes de receber tão bem, que querem retribuir, não pagar, mas manter o elo criado. Convidam o jovem e a família. Claro que uma viagem, ou n viagens, às Maurícias é caro e as famílias podem não se sentir à vontade para embarcar na aventura.

E dentro da diocese de Lisboa? O Bispo responsável, já era. As comissões cumpriram as suas tarefas e dissolveram-se. A Jornada, ou como dizem noutras línguas o Dia Mundial da Juventude, parece não ir passar lde um Arraial, muito marcante. Ponto.

Pode argumentar-se que São João Paulo II lançou a ideia de uma Jornada, ou um Dia, sem ambições de continuidade. Pode argumentar-se o que se quiser. O Papa nunca pensou que em 1986 aparecessem tantos jovens em Roma. E que aumentassem daquela maneira nas Jornadas seguintes até atingir participações de 4 ou 6 milhões. Pois… nem São Paulo imaginou a repercussão das suas cartas, e os outros Apóstolos e missionários ao longo dos tempos, que chegássemos onde estamos, numa Igreja viva, cada vez mais viva, talvez menos vistosa, menos poderosa, mas onde só está quem quer e disponível a uma doação que pode ser contida ou explorada.

As JMJ Lisboa não têm que ser como a Feira de Sevilha, já têm exemplo a seguir, podem ser como a EXPO 98.

Ainda é cedo, e sei que estou em desacordo com muitos, para fazer avaliações, menos ainda avaliações profundas.

 

Na loja, ao fim do dia faz-se o caixa, isto é lança-se numa folha de papel a relação de dinheiro que entrou e a do dinheiro que saiu. Mas isso nada conta para saber a saúde da empresa. Interessa saber ao fim do mês qual é a conta de ganhos e perdas. Mais, o balanço é feito no final do ano, para saber se os lucros, se o saldo, é positivo ou negativo. Mas é preciso ter em ordem o caixa feito diariamente. Esta avaliação já é necessária, mas só para não nos desorientarmos. Uma semana depois de terminar a JMJ ouvi uma entrevista na televisão em que o jornalista perguntava com insistência e entusiasmo qual era a programação de espectáculos ou actividades que já havia para o denominado altar-palco. Curiosidade jornalística ou tentativa de apanhar em falso quem ainda não tinha feito a “devida” programação? Por essa altura, havia reclamações por se ter desperdiçado comida por má logística. Nós não tínhamos formação profissional para aquilo. Ninguém tinha. O esforço de muitas pessoas, jovens e menos jovens, foi imenso. Não me apercebi que o trabalho dos voluntários ficasse para trás por causa de gadgets, jogos, namoros, farras. Houve certamente, mas em dimensão desprezível.

Foi Fernando Santos, salvo erro, que se mostrou irritado quando alguém disse: Já somos campeões, missão cumprida. Não, se somos campeões da Europa, vamos trabalhar mais para manter e aumentar a nossa posição.

Consta que D. Américo Aguiar vai para Roma organizar as próximas JMJ. Mas é importante que alguém fique em Lisboa a trabalhar no seguimento da JMJ. E tal como esta se estendeu a todo o país com as sessões preparatórias, que o país entre numa dinâmica contínua de JMJ (de Pastoral Juvenil?). Enquanto decorria a JMJ em Lisboa com o Papa, os Escuteiros faziam-lhe concorrência na Coreia do Sul num encontro mundial. Não podemos viver em concorrência, com inveja ou ciúmes. Os escuteiros da Coreia não cabiam em Lisboa e quem veio a Lisboa talvez não estivesse interessado em ir acampar para a Coreia. Dentro da Igreja vivemos em capelinhas e em disputas de interesses. Li tanto escrito a criticar as JMJ, antes e enquanto decorriam, porque eram lugares de orgias, obscenidades, de anticristos, acusações feitas pelos extremos políticos de um e de outro lado e de grupos dentro da Igreja, estes normalmente daqueles a que simpaticamente chamo apenas de saudosistas.

Há muita gente a trabalhar com jovens, muita gente a fazer bom trabalho e que tem o direito divino de ser apoiada por todos nós para o levar a cabo, porque está a servir Deus.

Este meu olhar sobre as JMJ é uma reflexão apenas. Nem isso. É um conjunto mal organizado de tópicos para uma reflexão. Não é um programa de acção. Em primeiro lugar porque ninguém reconhece ao Orlando legitimidade para o fazer.

A grande questão está em saber se querem nas próximas JMJ fazer arraiais ou romarias, se queremos como os responsáveis do ICNE manter as portas das igrejas fechadas ou abertas. E com pessoas para fazer acolhimento. Não têm que ser padres. Saber acolher não é exclusivo dos padres. E até há padres que não têm jeito para acolher.

 

Perto de mim há uma agência funerária com uma montra com muitas imagens de santos, para vender. Nesse tempo, as igrejas perto de mim fechavam quando os senhores padres iam para retiro, ou para férias, uma ou duas semanas. E avisavam na missa, recomendando aos fiéis que, para funerais, podiam recorrer (nós, os fiéis, a Igreja) aos padres das paróquias vizinhas. Neste ambiente, um dia deparei-me com um idoso, ajoelhado ou inclinado, diante da montra da agência funerária a rezar. Com todos aqueles santinhos, era o mais parecido com a igreja que tinha as portas fechadas.

 

Quando eu era mais novo pensava que podia e que ia mudar muita coisa. Num dado momento convenci-me que não vou, nem posso, nem Deus quer, porque já há Deus para isso, desisti que querer endireitar o mundo. Mas isso não é escusa para mim nem para ninguém parar de trabalhar no Anúncio da Boa Nova.

Quanto às Jornadas e a uma primeira avaliação:

1)   Quem mandava realmente? D. Américo Aguiar? O Patriarca? Os eternos assessores dos sucessivos patriarcas que vão passando de Patriarca para Patriarca e controlando (mal) o Patriarcado? As entidades particulares financiadoras das JMJ?

2)   Não existiu o anunciado controlo de metais. Era impossível, reconheço.

3)   Aos 25 mil voluntários foi dito que não tinham espaço reservado, que se instalassem onde houvesse espaço e se chegassem os peregrinos marcados para aí, que tinham que lhes ceder o lugar.

4)   Sobre a preparação dos ministros extraordinários da comunhão, depois de um período de preparação de dois anos desperdiçado, foi mal feito, em meio dia de teoria eucarística. Os doentes celíacos foram mais mal tratados que os leprosos na Jerusalém de Jesus, com informações propositadamente erradas ou super-desorganização.

5)   Verificação de pessoas pelas autoridades? Foi feita na última reunião com o Papa, em Algés, em que estavam apenas os voluntários, já depois das Jornadas oficialmente encerradas. Aí, só aí, quiseram ver as malas todas abertas. Malfadadamente o espaço escolhido não chegava para os voluntários.

6)   E a despesa absolutamente estúpida deste encontro num espaço da Câmara de Oeiras, porque havia um desentendimento entre o governo e o presidente da Câmara de Lisboa?

7)   Como foi possível a Igreja deixar-se achincalhar e entrar na novela dos custos e lucros financeiros do empreendimento? Desde quando a Igreja defende que uma igreja se constrói para dar lucro (não obstante as missas por intenção, os funerais, a celebração de sacramentos)? Se é para isso, mais vale não construir a igreja.

8)   Quanto a refeições. Uma das opções eram restaurantes dos supermercados Pingo Doce, que penso que há por toda a parte. Quem estava à espera de lucrar com aluguer de quartos, enganou-se, porque aqui imperou a hospitalidade. Quem estava à espera de vender muita cerveja, enganou-se. Foram fornecidas senhas de refeição nuns casos, mas também sacos com rações que estavam bem fornecidos e até sobraram. Algumas pessoas deitaram fora porque era muito alimento ou porque não gostavam de algumas coisas. Muitas não usaram os contentores assinalados para depositar ali as embalagens de comida de que não gostassem, porque os contentores de lixo eram poucos e começaram a usar esses contentores para embalagens de comida, para deitarem fora garrafas de água vazias e outro lixo. Já vi chefes de uma organização juvenil a comprarem num supermercado latas de comida para cães/gatos e esparguete para alimentarem o pessoal. Acho que ninguém tem queixas desse tipo das JMJ.

9)   Podia ter corrido melhor, mas também podia ter corrido muito pior. Depois de tantos estranhos a esta actividade, ou antagonistas se terem pronunciado, é tempo de nós fazermos a nossa avaliação e realçarmos para fora, sempre que for com honestidade, aquilo em que fomos bons. Se tivesse aparecido apenas metade das pessoas que vieram? Já imaginaram os problemas logísticos? E tivesse vindo o dobro das pessoas, já imaginaram o problema logístico? Se pensarmos no que se passou com o Euro 2004 e a construção dos estádios, podemos dar-nos por muito satisfeitos por não fazermos parte dum desastre idêntico.

10)O Papa afirmou que foram as JMJ mais bem organizadas em que já esteve. Devemos reter essas palavras. Como antes escrevi, não para dormirmos sobre elas, mas para partirmos numa dinâmica de pastoral de Nova Evangelização.

11)Não sei se peco, mas coloco assim a questão para terminar. Então Jesus compadeceu-se daqueles milhares que o seguiram em Israel para O escutarem e alimentou-os sem ali haver comida e não havia de providenciar para estes que percorreram centenas ou milhares de quilómetros para estarem com Ele? É que Dom Américo Aguiar errou ao afirmar, quando o Papa adoeceu, que sem Papa não havia JMJ. Só se realizavam com o Papa. O Papa foi uma boa motivação, espoletou todo o movimento, mas ninguém veio adorar o Papa, mesmo os que gritaram que eram a juventude do Papa. Então e os que gritam que são do Kiko, ou do Baden Powell ou do Josemaria? Têm que ter em primeiro lugar o Jesus, não como uns ou outros desejam, mas como está no Evangelho.

12)E abram as portas das igrejas. Com misericórdia.

 

 

 

 

 

quinta-feira, 27 de julho de 2023

Jornadas Mundiais da Juventude Lisboa 2023

JMJ2023: Já foi divulgado o logótipo da Jornada Mundial da Juventude em  Portugal - Atualidade - SAPO 24 

 

Jornadas Mundiais da Juventude Lisboa 2023

Unidade Universal

 

A esmagadora maioria do país prepara-se para acolher as Jornadas Mundiais da Juventude e o Papa Francisco. Como sempre acontece as Jornadas não agradam a todos e alguns contestam-nas ostensivamente, inventando as mais bárbaras objecções.

Os “ataques às JMJ” começaram com a inoportunidade com que foi convocado o “Grande Plenário Judicial” para apreciar os “milhares” de crimes de pedofilia e abusos sexuais cometidos por ministros e agentes da Igreja Católica. Esta inoportunidade é da própria CEP! E a montanha pariu um rato!

Criaram-se os mais variados casos que foram títulos e cabeça de cartaz na comunicação social, contestando: os locais escolhidos, os custos do evento, tudo afinal, culminando na polémica que envolveu o altar do Parque das Nações, como cereja no topo do bolo.

Em 13 de Maio de 2017, o Papa Francisco criticou o clericalismo como uma peste que assola a Igreja. Tudo tranquilo.

Salvo erro em 10 de Julho de 2023, D. Américo Aguiar diz que não quer converter jovens. Caiu o Carmo e a Trindade.

Vejamos como a Igreja tem enfrentado

os reveses

os mal-entendidos

as alucinações de alguns não cristãos que contestam as JMJ e o fazem discutindo a Teologia que desconhecem

as lamentações sobre inconvenientes deste evento para a população portuguesa, perturbando o seu dia-a-dia, a mobilidade, etc.

a dimensão dos custos para o erário público?

A Igreja vem repetindo o erro de São Paulo em Atenas e defende-se tentando demonstrar que este gesto de comunhão e evangelização dá lucro.

Isso!

Que dá lucro e por isso se deve realizar.

Mas a JMJ é para dar lucro? A missa é para dar lucro? Ficam os objectores com autoridade para limitar ou cortar a liberdade religiosa?

Aparentemente ainda faltam uns dias para as JMJ, mas de facto já começaram há muito. Todos nos apercebemos, nas ruas, por todo o país, nos trabalhos preparatórios das Jornadas com a participação de milhares de jovens, de todos os países do mundo que vieram mais cedo. Vieram conviver com outros jovens, ver como vai ser, em comunhão na procura de Jesus. Há pouco na televisão, uma jovem da República Checa estava eufórica: participava nos trabalhos preparatórios e queria ver o mar, no país dela não há mar e ela nunca viu o mar.

Quanta riqueza nestas JMJ Lisboa 2023!

Alguns devem achar que seria preferível ver os jovens e os menos jovens que estão envolvidos nestes trabalhos preparatórios que decorrem há algum tempo, a passar o tempo com ocupações digitais, redes, jogos, pornografia? Vê-los por aí sem fazer nada ou a beber álcool e outros aditivos?

Perdia-se o intercâmbio entre jovens de todos os países do mundo? Intercâmbio tão defendido pelos responsáveis educativos. Não é preferível estar na JMJ que numa visita de estudo ou de fim de ano nos bares do sul de Espanha a virar litros de álcool?

E estamos a ver o Bispo Américo Aguiar ir a países de onde há  jovens que queriam vir a Portugal, não podem vir e ele leva-lhes um cheirinho de JMJ aos seus países.

Esta comunhão de fiéis é prescindível? Não!

Nós católicos, e outros cristãos, quem sabe se também outros gente ainda à procura de orientação, temos o direito legal de nos reunirmos. E o Estado que recebe os nossos impostos tem o dever de ajudar, se a ajuda for solicitada.

 

Fala-se de um milhão de peregrinos para as JMJ.

Como correu a EXPO 98? E até deu muito lucro em variadíssimos aspectos, embora isso não entre nestas contas.

Como foi com a organização do Euro 2004?

E Portugal não está a preparar uma candidatura com a Espanha para um próximo Campeonato do Mundo de Futebol?

Afinal é bom ou mau termos milhões de estrangeiros a visitar o nosso país e partilharmos com eles as nossas belezas nacionais? Quando o mundo enfrenta tantas guerras, Portugal abre-se ao acolhimento de todos os estrangeiros que venham por bem.

Não têm sido habituais nas anteriores JMJ distúrbios e desacatos, guerras de bêbedos e de vândalos, prisões de desordeiros. Mas é isso que acontece quando há em Portugal um jogo de futebol em que Benfica, Sporting ou Porto recebem fãs do clube adversário, e, no meio deles, vândalos denominados hooligans.

Um amigo meu insiste em afirmar em tom sarcástico que isto são as Jornadas Mundiais da Igreja. E então, pergunto eu? Milhões de pessoas peregrinam anualmente a Fátima. Somos um país já preparado para grandes aglomerados de pessoas com finalidade espiritual.

Por fim, analisemos a questão quanto aos lucros verdadeiros: a alegria que se vê no rosto de tantos jovens (de todas as idades), que já enchem todos os distritos do país, o empenho que nestes tempos está a ocupar tantas pessoas que fazem gosto em partilhar o seu tempo para ajudar. Comungarem o mesmo Evangelho nas diferentes línguas e segundo diferentes culturas. Anunciando o Evangelho como Jesus ensinou: pelo testemunho.

Os portugueses estão felizes por esta oportunidade de celebrar a sua fé.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.