segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Breve resumo de ataques a Papa Francisco

Papa Francisco em Myanmar
Ao longo do pontificado de Francisco, os ataques à Igreja têm-se multiplicado. Tanto a partir do exterior, com sucessivas perseguições a cristãos, por todo o mundo, muitas delas terminando com a tortura e assassínio dos nossos irmãos mártires, como a partir de dentro da Igreja, e precisamente de quem mais se devia sentir obrigado a defendê-la.




8 de Abril de 2016

Publicação da Exortação “Amoris laetitia”

19 de Setembro de 2016
Card. Walter Brandmüller, Card. Raymond L. Burke, Card. Carlo Caffarra e Card. Joachim Meisner pedem ao Papa explicações acerca do cap. VIII da Exortação “Amoris laetitia”, que abre a porta para que pessoas até então proibidas possam aceder ao sacramento da comunhão. Formulam 5 perguntas e esperam uma resposta.
O Papa não lhes responde.
  

Os quatro cardeais que tentam provocar uma insurreição
16 de Julho de 2017

62 Teólogos escrevem ao Papa Francisco a carta chamaram “correcção filial a propósito da propagação de heresias”. Acusam o Papa Francisco de defender sete heresias nos seus ensinamentos.



24 de Setembro de 2017

62 Teólogos divulgam a carta, a que chamaram “correcção filial a propósito da propagação de heresias”, que dirigiram ao Papa Francisco. Através da Internet, pedem a outras pessoas, membros do clero ou académicos, que assinem também a carta, a que querem dar um cunho de autoridade contra o Papa.



Quase 200 pessoas assinam a carta. Entretanto, algumas vão-se revelando falsas. É o caso de um inventado padre português, Luiz António de Aguiar, que se veio a revelar não existir e que foi retirado da lista de signatários.



Pesquisando na Internet verificamos a existência de imensos blogues de católicos, que não o serão por se oporem ao magistério petrino, a atacar o Papa e a defender os obscuros cardeais. Estes blogues e os que se manifestam abertamente contra o Papa não passam de um infinitésimo, mas que adoptam medidas desonestas para fingirem ser muitos.





30 de Setembro de 2017

O padre Gonçalo Portocarrero de Almada escreve o artigo «Os católicos “Protestantes”», no Observador em que tece críticas aos subscritores da carta “correcção filial a propósito da propagação de heresias”



2 de Outubro de 2017

João Silveira e Pedro Froes escrevem no blogue uma artigo em que atacam o padre Gonçalo Portocarrero de Almada, da Opus Dei, por ele defender o Papa Francisco.



22 de Outubro de 2017

O Papa Francisco desautoriza pela segunda vez o Cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino. Anteriormente o cardeal tinha postulado acerca do retorno a antigos rituais da missa extintos com o Concílio Vaticano II e de novo tentou contradizer o Papa que legislou no sentido de as traduções dos textos litúrgicos para cada país serem da responsabilidade das respectivas conferências episcopais. Sarah tinha vindo desdizer o Papa, pretendendo fazer valer antigas instruções.

Burke e Sarah - Defensores da Igreja distante e opulenta, contra o Papa Francisco
 
7 de Novembro de 2017

O blogue Senza Pagare defende o cardeal Burke, fazendo com ele eco conjunto contra Sua Santidade o Papa Francisco. Argumenta também a favor de todo o circo que escandalizou os católicos portugueses quando da visita encenada do cardeal Burke ao Santuário de Fátima e à Real Basílica de Mafra.



Orlando de Carvalho

6 comentários:

  1. Convinha aprofundar "obscuros cardeais", "tece críticas", "atacam por ele defender o papa Francisco". Pergunto se leu o artigo do Senza Pagare e se leu o do Pe. Porto Carrero de Almada. "Rituais extintos"??? Falta algum rigor nos factos que enumera e COMO os enumera o que pode prejudicar a verdade.

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    1. Obscuro cardeal - Sarah distorceu as palavras do Papa e foi corrigido
      Tece criticas - http://observador.pt/opiniao/os-catolicos-protestantes/
      Rituais - extintos: a obrigação que o cardeal Sarah prometeu ser restabelecida até ao final deste da missa ad orientem

      Diga onde há mais falta de rigor e posso esclarecê-la. Este artigo é um como que abstract e não pretende indicar todas as fontes nem aprofundar todos os ataques de que o Papa e a Igreja vêm sendo alvo.
      Haveria muito mais a esclarecer.

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  2. "Pois se há entre vós rivalidades e contendas, não é porque sois carnais e procedeis de modo meramente humano? Quando um diz: «Eu sou de Paulo»; e outro: «Eu sou de Apolo», não estais a proceder como simples homens? Pois, quem é Apolo? Quem é Paulo? Simples servos, por cujo intermédio abraçastes a fé, e cada um actuou segundo a medida que o Senhor lhe concedeu. Eu plantei, Apolo regou, mas foi Deus quem deu o crescimento. Assim, nem o que planta nem o que rega é alguma coisa, mas só Deus, que faz crescer." (1 Cor 3,3-7)

    A celebração Ad Orientem não é um "ritual extinto", essa forma nunca foi extinta nem proibida, o próprio Papa Francisco celebra dessa forma como se pode ver em 8/1/2017: https://youtu.be/XbK9tlFi3DU?t=1h29m37s
    Para além do Concilio Vaticano II nunca ter falado da celebração voltado para o povo.

    E o que é certo é que no Vaticano os Papas celebram voltados para o Oriente Litúrgico pois têm o crucifixo no Altar, acontece aí a coincidência do Altar estar voltado também para o povo e por acontecer essa coincidência tem o baldaquino à volta e por cima.

    Ao indicar onde existem opiniões divergentes convém que seja feito com o devido rigor e respeito pela verdade.
    De preferência sem fomentar a divisão, pois opiniões diferentes não quer dizer que sejam ataques contra pessoas ou contra a Igreja.

    Existe ainda falta de rigor ao indicar "sacramento da comunhão", o que é?
    "Os quatro cardeais que tentam provocar uma insurreição", onde viu isso, nas perguntas que colocaram?
    Qual é a sua ideia de Igreja opulenta? É a ideia que o Beato Papa Paulo condena na Enciclica Ecclesiam Suam? "Não nos iluda o critério de reduzir o edifício da Igreja, que se tornou amplo e majestoso para a glória de Deus, como templo seu magnífico, de o reduzir às suas proporçôes iniciais e mínimas, como se estas fossem as únicas verdadeiras e justas.
    Nem nos fascine a ambição de renovar a estrutura da Igreja por via carismática, como se fosse nova e verdadeira a expressão eclesial nascida de idéias meramente particulares, embora fervorosas e atribuídas talvez à divina inspiração. Por este caminho se introduziriam sonhos arbitrários de renovações artificiosas no plano constitutivo da Igreja."
    Aqui no ponto 24: http://w2.vatican.va/content/paul-vi/pt/encyclicals/documents/hf_p-vi_enc_06081964_ecclesiam.html

    O que refere como "todo o circo" é a Igreja, faz parte dela e está completamente em comunhão com as suas normas, os decretos do Concilio de Trento ainda vigoram e na Sessão XXII vem decretado: "Cân. VII - Se alguém disser que as cerimônias, vestimentas, e sinais externos que usa a Igreja Católica na celebração das Missas, são muito mais incentivos de impiedade que obséquios piedosos, seja excomungado."

    Espero que encontre o ponto da devida Caridade ao analisar diferentes opiniões, julgando com a verdade e não pelas aparências, como bem ensina o Papa Francisco em relação à importância da misericórdia.

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    1. Já anteriormente, Francisco Anónimo, lhe expliquei que não converso com cobardes que gostam de botar palavra, mas sem dar a cara.
      Não tenho feito censura a comentários no blogue, mas não respondo e sugiro-lhe que não volte a comentar se não se quiser identificar.
      A cobardia não é uma atitude cristã. No cristianismo nada envergonha.

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  3. "Felizes sereis, quando vos insultarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o género de calúnias contra vós, por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque grande será a vossa recompensa no Céu; pois também assim perseguiram os profetas que vos precederam." (Mateus 5,11-12), obrigado pelo adjectivo me oferece.

    Francisco agora não é nome? Já lhe tinha perguntado, do que precisa mais para considerar "dar a cara"?
    Para quem gosta de dar a cara foge muito ao assunto. E se preza os valores cristãos porque é tão rápido a julgar e condenar?

    Quanto a não me responder ou censurar o comentário fica segundo o seu entendimento, mas não é a mim que tem de convencer.
    Espero que encontre a devida caridade e o ponto onde não promova a divisão, levando outros para o erro, e encontre o caminho da misericórdia e diálogo que o Papa Francisco promove.

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    1. Homem (ou mulher, o seu perfil anónimo nem essa indicação tem), trate de se actualizar.
      Estamos no século XXI, eu, tu e o Nosso Senhor.
      A minha conversa é para gente do tempo das tecnologias da informação e da era das bombas nucleares, não de pastores medievais ou da Antiguidade.
      E aprenda e fixe bem na sua memória e, se possível, no coração: Deixe toda a sua biblioteca, grande parte obsoleta, e guie-se pela Bíblia e pelo coração amaciado pela abertura à Palavra de Deus.
      Passe bem.

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