segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Herança de Jesus - Pai Nosso

 Começemos por escutar o Pai Nosso na língua em que Jesus o terá ensinado. Façamo-lo com devoção.

 https://youtube.com/shorts/-gnuEbmCVGk?si=9JVFyzGhmcFxpGA_

 

 

Recebemos do Filho

 

Muito por culpa daqueles que deviam ser anunciadores do Evangelho, testemunhas de Jesus, profetas nos nossos dias, há muitas pessoas que vivem na ignorância do Mistério de Deus e não podem assim beneficiar das alegrias que só se sentem a partir da comunhão íntima com Jesus, e, por Ele, com a Santíssima Trindade.

Daqui ressalta logo a primeira alegria: os antigos evitavam, ou temiam mesma, dizer o nome de Deus, mesmo não tendo uma percepção teológica da natureza de Deus, mas nós, como fruto da Encarnação de Jesus, Deus Filho, nomeamos a toda a hora, nestes tempos, com reverência, mas sem escrúpulos, a Santíssima Trindade, que é o nome de Deus.

Embora na língua inglesa, os cristãos tenham substituído a expressão “my God” por “my godness”, supostamente para não invocarem o santo nome de Deus, como prescrito no segundo mandamento dos dez dados a Moisés no Monte Sinai, nós, e na generalidade das línguas faladas por cristãos, dizemos com naturalidade “meu Deus”, “valha-me Deus”, “ó meu Deus”, e por aí adiante.

Jesus deu-nos uma liberdade de convivermos intimamente com Deus, desde logo no modo de nos dirigirmos a Ele.

Notemos que na língua portuguesa, continuamos a guardar um distanciamento que vai para além do texto do Evangelho. Substituímos “Pai nosso que estás nos Céus”, ao contrário da língua espanhola, francesa, etc., pelo tom reverencial “Pai nosso que estais nos Céus”. Tom que mantemos ao longo de restante oração dominical, da Ave Maria e na generalidade das orações que proferimos espontaneamente ou nos são sugeridas. Deus é Deus, está acima de tudo, porque tudo foi criado por Ele, mas parece que quer ser “Deus connosco”, tudo provém dEle, mas parece que deseja partilhar a vida connosco, de modo solidário, o que nos doa e o que recebe de nós. Sendo Deus, foi o Filho que encarnou, para acampar entre nós, conviver connosco, abraçar, beijar, olhar nos olhos, como um de nós. Saibamos usufruir dessa intimidade que nos lança na felicidade, já hoje, e na eternidade.

Sem comentários:

Enviar um comentário